O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia reúne especialistas no Rio de Janeiro, entre 8 e 10 de outubro, para discutir decisões cardiovasculares. Na sessão de 9 de outubro sobre morte súbita em paciente jovem, um caso destacou síncope de alto risco, papel da ressonância cardíaca e indicação de desfibrilador.
O relato apresentado descreveu um homem de 38 anos com perda súbita de consciência enquanto estava sentado, após palpitação. A discussão considerou cardiopatia estrutural, antecedentes familiares e achados de imagem na investigação da possível origem arrítmica.

Síncope de alto risco orienta a investigação clínica
O paciente não apresentou pródromos e perdeu a consciência sentado. O irmão morreu subitamente aos 34 anos, e havia histórico de disfunção ventricular desde um episódio considerado provável miocardite em 2021.
O eletrocardiograma mostrou baixa voltagem frontal e inversão da onda T em derivações inferiores. No ecocardiograma, a fração de ejeção chegou a 40%, com hipocinesia difusa e maior comprometimento lateral.
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O que a ressonância cardíaca revela sobre o risco?
A ressonância identificou fração de ejeção de 38% e realce tardio mesoepicárdico e subepicárdico em padrão ring-like. O estudo não encontrou edema nem alterações relevantes do ventrículo direito.
O teste genético revelou variante truncante em heterozigose no gene FLNC, considerada provavelmente patogênica. A combinação desses achados com a síncope e a história familiar sustentou a hipótese de cardiopatia genética com risco arrítmico elevado.
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CDI em prevenção primária entra em debate com FE de 38%
A discussão favoreceu o cardioversor desfibrilador implantável (CDI) em prevenção primária, apesar da fração de ejeção superior a 35%. Foram considerados o possível mecanismo arrítmico da síncope, a fibrose e a variante genética.
Após a decisão inicial pelo CDI em prevenção primária, o paciente apresentou taquicardia ventricular monomórfica sustentada e recebeu choque adequado. O CDI bicameral foi implantado durante a internação, e não houve novos episódios de síncope ou taquiarritmias relatados.
Na prática clínica brasileira, a investigação de morte súbita em paciente jovem integra história, ressonância cardíaca e genética. O Holter também foi considerado útil para documentar eventos arrítmicos, conforme a hipótese clínica.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Juliana Avelar
Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.
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