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Endocrinologia21 maio 2026

Diagnóstico ao tratamento: como o SUS está transformando o cuidado com osteoporose

Entenda como o SUS está transformando o tratamento da osteoporose com diretrizes clínicas modernas, diagnóstico precoce e acesso ao romosozumabe para pacientes de alto risco.
Por Ícaro Sampaio

Este conteúdo foi produzido pela Afya em parceria com Amgen de acordo com a Política Editorial e de Publicidade do Portal Afya.

Olá e bem-vindos! Sou Ícaro Sampaio, endocrinologista e participante do ambulatório de osteoporose do Hospital das Clínicas da UFPE. Hoje, junto com meu colega de ambulatório e  também endocrinologista Luciano Albuquerque, vamos discutir um assunto altamente prevalente, mas ainda subvalorizado: a osteoporose.
Uma condição que afeta diretamente o envelhecimento saudável e tem implicações sérias em termos de mortalidade, perda de independência e custos para o sistema de saúde. Obrigado por estarem aqui conosco. 

Luciano:
Exatamente, Ícaro. E o mais importante: o cenário está mudando — inclusive dentro do SUS. Hoje, temos diretrizes mais modernas, acesso a novas terapias, como o romosozumabe para casos graves, e até recursos simples, como o raio X, que podem e devem ser mais bem utilizados na prática clínica.
Vamos conversar sobre como diagnosticar de forma precoce, como estratificar o risco e, principalmente, como fazer o tratamento ideal com equidade. 

 

O impacto da osteoporose no envelhecimento e nas políticas públicas 

Ícaro:
A osteoporose ainda é muitas vezes vista como algo “esperado” do envelhecimento, quando na verdade é uma doença crônica com grande impacto nos desfechos de saúde.
A fratura é a manifestação mais importante da osteoporose. E, em geral, é causada por lesões de baixa energia — como uma simples queda da própria altura. Em alguns casos, como nas fraturas vertebrais, nem é preciso uma queda: elas podem ocorrer durante atividades rotineiras, sem um trauma específico. 

Essas fraturas trazem sofrimento, perda de independência e até aumento da mortalidade, especialmente quando atingem áreas como o quadril. Estudos mostram que apenas 40% a 60% das pessoas que sofrem uma fratura de quadril recuperam o mesmo nível de mobilidade e autonomia que tinham antes. 

Luciano:
E quando olhamos para o SUS, sabemos que os recursos são limitados — por isso, reconhecer o problema cedo é fundamental.
A prevenção de fraturas é custo-efetiva e salva vidas. Então, diagnosticar antes que o paciente frature faz toda a diferença. 

 

A evolução das diretrizes e o uso das ferramentas diagnósticas 

Ícaro:
Nos últimos anos, houve uma evolução importante nas diretrizes clínicas.
Saímos de uma visão centrada apenas na densitometria para uma abordagem mais ampla, que considera o risco clínico de fraturas. O próprio PCDT do SUS foi atualizado com base nisso. 

Luciano:
Hoje, a densitometria óssea é recomendada para mulheres com 65 anos ou mais, e também para aquelas na pós-menopausa com fatores de risco para perda óssea ou fratura.
Mas é importante lembrar que o diagnóstico de osteoporose não depende apenas da densitometria: a presença de fraturas por fragilidade, mesmo com massa óssea normal, já é suficiente para indicar a doença. 

E um ponto essencial: o raio X simples de coluna pode mudar completamente a conduta, porque ajuda a identificar fraturas vertebrais assintomáticas, que muitas vezes passam despercebidas e alteram totalmente o nível de risco do paciente. 

 

Recomendações de tratamento 

Ícaro:
Falando agora de tratamento, ele é indicado em alguns casos bem definidos — por exemplo, quando há fratura de coluna ou quadril por baixo trauma, ou quando o T-score está abaixo de -2,5.
Também quando o T-score está entre -1,0 e -2,5 e o algoritmo FRAX classifica o paciente como de alto risco. 

Luciano:
Esses parâmetros ajudam a direcionar o tratamento de forma precisa e baseada em evidências, o que é essencial para garantir o uso racional dos recursos — especialmente dentro do SUS. 

 

O papel do romosozumabe 

Ícaro:
E é justamente a estratificação de risco que orienta a escolha da terapia. O romosozumabe, por exemplo, é um anticorpo monoclonal indicado para pacientes com risco muito alto de fratura. Ele atua de forma dupla — estimula a formação óssea e reduz a reabsorção ao mesmo tempo. 

Luciano:
As sociedades médicas brasileiras, como a SBEM e a ABRASSO, definem critérios bem claros para uso do romosozumabe.
Entre eles, estão casos com fraturas vertebrais ou de quadril recentes, múltiplas fraturas, uso prolongado de glicocorticoides ou T-score muito baixo associado a outros fatores de risco, como idade avançada ou alto risco de queda. 

Os estudos clínicos mostram resultados impressionantes: reduções de até 73% no risco de novas fraturas vertebrais e ganhos expressivos na densidade mineral óssea.
O tratamento tem duração de 12 meses e, depois, é preciso fazer a transição para um agente antirreabsortivo, como os bisfosfonatos ou o denosumabe, para manter os resultados. 

Ícaro:
E uma notícia muito positiva: o SUS passou a incluir o romosozumabe no novo PCDT para o tratamento de osteoporose grave em mulheres na pós-menopausa, com mais de 70 anos, que estejam em risco muito alto e que já tenham falhado em outros tratamentos. 

 

Equidade e o papel do médico 

Luciano:
Esse é um ponto central: equidade. Não se trata de prescrever o medicamento mais novo para todos, mas de garantir que os pacientes certos tenham acesso a ele.
O papel do médico é identificar esses pacientes — e isso começa na anamnese, no uso inteligente de exames e na estratificação de risco. 

Ícaro:
Exato. A pessoa que tem uma fratura vertebral oculta ou que já fraturou o fêmur com uma queda mínima não pode ser tratada como um caso leve.
Ela precisa de uma intervenção intensiva — e o SUS oferece meios para isso. É possível fazer medicina moderna, baseada em evidências, dentro do sistema público. 

 

Mensagem final 

Ícaro:
Se eu pudesse deixar uma mensagem prática para o colega que está na ponta, seria: pense em osteoporose.
Um simples raio X de coluna pode revelar fraturas assintomáticas e mudar o curso do tratamento. Avaliar o risco clínico com base no PCDT e reconhecer os pacientes de muito alto risco são passos essenciais para prevenir fraturas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes idosos. 

Obrigado pela companhia e até a próxima conversa. 

 

Aviso regulatório 

Material promocional aprovado de acordo com as regulamentações locais, destinado apenas a profissionais da saúde habilitados a prescrever e/ou dispensar medicamentos.
A Amgen recomenda o uso de seus medicamentos de acordo com a aprovação regulatória local.
Todas as referências citadas neste material estão disponíveis mediante solicitação ao Serviço de Informações Científicas (SIC) pelo número 0800 742 0800 ou pelo e-mail [email protected]. 

BRA-785-25-80084 – Aprovado em maio/2026

Autoria

Foto de Ícaro Sampaio

Ícaro Sampaio

  • Graduação em medicina pela Universidade Federal do Vale do São Francisco
  • Residência em Clínica Médica pelo Hospital Regional de Juazeiro - BA
  • Residência em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da UFPE
  • Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
  • Médico Assistente e Preceptor no Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas da UFPE

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