Câncer de cabeça e pescoço, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, representam o terceiro tipo mais comum de neoplasia no Brasil quando somados todos os tipos de câncer que podem afetar as regiões (oral, orofaringe, hipofaringe e laringe), tendo maior incidência em homens. Além disso, pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), publicada na revista The Lancet Regiona Health Americas, revelou que 80% dos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil são diagnosticados em estágio avançado.
Fatores de risco para câncer de cabeça e pescoço
Entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de cânceres de cabeça e pescoço estão o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e infecção por HPV, além do histórico familiar.
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Alguns dos principais sinais de alerta incluem:
- Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum);
- Dor na boca que não passa muito comum, mas em fases mais tardias);
- Nódulo persistente ou espessamento na bochecha;
- Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amígdala ou revestimento da boca;
- Irritação na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada;
- Disfagia;
- Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua;
- Dormência da língua ou outra área da boca;
- Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode;
- Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula;
- Mudanças na voz;
- Rouquidão;
- Nódulos ou gânglios aumentados no pescoço;
- Perda de peso;
- Mau hálito persistente;
- Ferida e mancha escura na pele.
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Diagnóstico
A maioria dos pacientes diagnosticados tem 60 anos de idade ou mais. No entanto, a pesquisa do Inca verificou que pacientes mais jovens, com 50, 40 e 30 anos de idade, são a maior parte dos casos mais graves, principalmente se fizerem parte da parcela mais vulnerável da sociedade, sem o ensino básico ou educação incompleta, e maior dificuldade de acesso a serviços de saúde, o que costuma contribuir para o diagnóstico tardio.
O diagnóstico é realizado através de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia. Com tratamento multidisciplinar e que pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia.
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*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Redação Afya
Produção realizada por jornalistas da Afya, em colaboração com a equipe de editores médicos.
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