Pesquisadores da Universidade de Medicina e Farmácia Iuliu Hațieganu, na Romênia, avaliaram o teste de HPV após tratamento de lesões cervicais de alto grau. Publicada em setembro de 2026 na revista Medical Sciences, a revisão sistemática investigou a capacidade do exame de identificar doença residual ou recorrente após procedimentos excisionais.
A análise reuniu 15 estudos com 21.932 mulheres tratadas por neoplasia intraepitelial cervical de graus 2 ou 3 (NIC 2-3). Desse total, 18.992 participaram de análises específicas de desfechos. Os pesquisadores compararam o desempenho do teste de HPV de alto risco com a citologia e a avaliação das margens cirúrgicas.

Teste de HPV apresenta maior sensibilidade que citologia
Nos estudos com medidas diretamente comparáveis, a pesquisa de HPV de alto risco apresentou, em geral, maior sensibilidade que a citologia para detectar lesões cervicais residuais ou recorrentes.
O valor preditivo negativo variou de 98% a 100%, indicando baixa probabilidade de doença de alto grau após resultado negativo nas populações avaliadas. Entretanto, esses valores devem ser interpretados considerando a baixa frequência de recorrência e a confirmação histológica incompleta em algumas amostras.
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Lesões cervicais recorrentes atingem até 6,8% das pacientes
Na maioria dos estudos com desfechos específicos de alto grau, a frequência de doença residual ou recorrente variou de 1,9% a 6,8%. Uma coorte anterior apresentou frequência de 11,8%.
A revisão também destacou a importância das margens cirúrgicas e da persistência viral na avaliação do risco. A identificação persistente de genótipos específicos de HPV pode contribuir para essa avaliação, embora sua superioridade ainda necessite de confirmação.
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Resultado negativo permite reduzir a vigilância?
Os autores concluem que o resultado negativo para HPV de alto risco, especialmente associado a margens cirúrgicas livres, pode apoiar um acompanhamento menos intensivo, conforme as diretrizes aplicáveis.
Entretanto, um teste negativo não confirma cura definitiva nem justifica, isoladamente, o retorno ao rastreamento populacional habitual. Mulheres tratadas por lesões cervicais de alto grau permanecem sob risco aumentado em longo prazo.
A revisão apresenta limitações importantes, como a heterogeneidade dos estudos quanto aos desfechos e métodos de avaliação, além da confirmação histológica incompleta em algumas populações. Esses fatores dificultaram a combinação estatística dos resultados e podem levar à superestimação da sensibilidade e do valor preditivo negativo do teste.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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