O Ministério da Saúde divulgou o Guia Técnico para Introdução da Vacina Pneumocócica 20-valente (Conjugada) no Programa Nacional de Imunizações (PNI), documento que estabelece as diretrizes para a substituição gradual da vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) pela vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) no Sistema Único de Saúde.
A mudança começa a ser implementada a partir de junho, conforme a distribuição das doses aos estados e municípios. O objetivo é ampliar a proteção contra a doença pneumocócica, causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por infecções como pneumonia, meningite, sepse, sinusite e otite.
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Vacina amplia cobertura contra sorotipos circulantes
A principal novidade é a ampliação da cobertura vacinal. Enquanto a VPC10 protege contra dez sorotipos do pneumococo, a nova formulação passa a contemplar 20 variantes da bactéria.
Segundo o Ministério da Saúde, a decisão considera mudanças observadas no perfil epidemiológico da doença nos últimos anos. Após o sucesso da vacinação infantil iniciada em 2010, houve redução expressiva de casos causados pelos sorotipos originalmente cobertos. No entanto, outros tipos bacterianos passaram a ganhar relevância na circulação e nos casos graves.
Dados de vigilância apontam que parte importante das infecções pneumocócicas invasivas registradas recentemente está associada a sorotipos contemplados pela VPC20, mas não pela VPC10.
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Como ficará o esquema vacinal
O esquema básico de vacinação infantil permanece com duas doses, aos 2 e 4 meses de idade, e uma dose de reforço aos 12 meses.
Durante o período de transição, poderão ocorrer esquemas mistos entre as vacinas 10-valente e 20-valente, conforme a disponibilidade dos imunizantes e o histórico vacinal da criança.
Além disso, crianças menores de cinco anos que completaram apenas o esquema primário com a VPC10 poderão receber uma dose de reforço da VPC20.
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Proteção também beneficia grupos de risco
O guia técnico prevê ainda a substituição gradual de outras vacinas pneumocócicas utilizadas em grupos especiais pela VPC20. Entre os beneficiados estão pessoas imunossuprimidas, pacientes oncológicos, transplantados, indivíduos com doenças crônicas, pessoas vivendo com HIV e prematuros.
A expectativa é ampliar a proteção contra formas graves da doença e reduzir a circulação dos sorotipos atualmente mais frequentes no país.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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