O avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) tem acelerado o desenvolvimento de vacinas contra a variante Bundibugyo, cepa rara do vírus para a qual ainda não existem imunizantes aprovados nem tratamentos específicos. Com 3,2 mil casos confirmados e 1.405 mortes desde o início da epidemia, em abril, pesquisadores e organizações internacionais intensificam os esforços para conter a disseminação da doença.
Segundo as autoridades sanitárias congolesas, a taxa de letalidade do surto é de 43,9%, enquanto a Organização Mundial da Saúde alerta que a epidemia pode persistir por vários meses. A maior parte dos casos está concentrada na província de Ituri, no nordeste do país, embora a transmissão já tenha alcançado outras quatro províncias.
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Vacinas contra o ebola entram em fase decisiva de desenvolvimento
Duas candidatas vacinais avançaram recentemente para etapas importantes de avaliação clínica. A Universidade de Oxford iniciou os testes em humanos de uma vacina desenvolvida especificamente contra a variante Bundibugyo, tendo aplicado a primeira dose em um voluntário.
Paralelamente, a Hilleman Laboratories anunciou que avançará, em Singapura, com os ensaios clínicos em humanos da vacina rVSV Bundibugyo, considerada pela OMS a candidata mais promissora contra essa cepa. O imunizante utiliza a mesma plataforma tecnológica da vacina Ervebo, aprovada para proteção contra a variante Zaire do vírus Ebola. A expectativa é que, caso os estudos confirmem sua eficácia e segurança, a vacina possa ser produzida e disponibilizada rapidamente para países afetados pelo surto e outras nações de baixa e média renda. Outro diferencial da candidata é o potencial de armazenamento em refrigeradores convencionais por vários meses, o que poderá facilitar a logística de distribuição em países de baixa e média renda, caso sua eficácia e segurança sejam confirmadas.
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Resposta enfrenta desafios no controle da epidemia
Além da ausência de terapias específicas, especialistas destacam que o controle do surto tem sido dificultado pela instabilidade na região leste da RDC, marcada por conflitos armados, e por greves de profissionais de saúde decorrentes de atrasos salariais.
Embora parte do aumento dos casos reflita a ampliação da capacidade diagnóstica, autoridades sanitárias acreditam que o número real de infecções seja superior ao registrado, devido à subnotificação. A expectativa é que o avanço dos estudos clínicos permita acelerar a disponibilização de vacinas capazes de conter a circulação da variante Bundibugyo e fortalecer a resposta a futuros surtos.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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