Últimos relatos da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que equipes de saúde internacionais correm contra o tempo para conter o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Até o último dia 19 de julho, o governo da RDC já havia confirmado 2.423 casos com 967 óbitos no que já é considerado o surto de ebola com o crescimento mais rápido já registrado.
De acordo com a OMS, no momento o surto atinge 5 das 25 províncias do país, mas 90% dos casos e 80% das mortes ocorrem em Ituri, no leste do país e na fronteira com Uganda (que não reporta um novo caso desde o dia 21 de junho). Registrou-se 2 casos fora do continente africano, na França e Alemanha, mas constatou-se que se tratava de casos importados da RDC e não ocorreram infecções secundárias.
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Autoridades da OMS também já identificaram a espécie Bundibugyo do vírus do Ebola como responsável por este surto, essa é a variante menos comum da doença e para qual não há vacina ou tratamento.

Enfrentamento do surto de Ebola
Segundo o Dr. Thierno Baldé, que coordena as ações da OMS na região, as equipes ainda estão tentando alcançar o “ritmo do vírus” buscando controlar a situação nas regiões afetadas, reforçando sistemas de encaminhamento e a capacidade de manejo clínico nas áreas de transmissão mais ativa.
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A agência de saúde da ONU tem trabalhado junto as comunidades ao longo do Rio Congo (considerado uma para possível cadeia de transmissão) no sentido de estabelecer e reforçar estratégias de contenção de áreas afetadas. De acordo com a OMS, sinais de estabilização já são notados em algumas províncias.
Ebola Bundibugyo
Presente em surtos de 2007 e 2012, e com período de incubação de 2 a 21 dias, essa variante do vírus possui um índice de mortalidade registrado de 30-50% das pessoas infectadas. A doença começa com sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre, fadiga, dores de cabeça e de garganta e evolui para sintomas gastrointestinais, disfunções de órgãos e para uma hemorragia grave.
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Risco para outros países e regiões
Mesmo com a expansão do surto e o número de casos, a OMS considera que alto o risco para países que compartilham fronteiras terrestres com países onde houve detecção documentada, a República Democrática do Congo e Uganda, sendo ainda considerado muito alto para RDC e alto para Uganda. Todavia, o risco para África como um todo, bem como para os demais países do globo ainda é considerado baixo pela organização internacional.
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