A vacinação contra o sarampo e a febre amarela começou a ser intensificada no município de São Paulo a partir desta semana, em uma ação coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com a gestão municipal. A medida ocorre após a confirmação de dois casos importados de sarampo na capital paulista em 2025 e diante do aumento de registros da doença na região das Américas. No caso da febre amarela, a estratégia tem como foco principal a atualização da caderneta de vacinação da população.
Vacinação em locais de grande circulação
As ações priorizam locais de grande circulação de pessoas, como terminais rodoviários, estações de metrô, shoppings e aeroportos, com o objetivo de alcançar pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal. Além disso, está previsto um Dia D de mobilização para a população em geral no dia 24 de janeiro. Entre os dias 19 e 23, a vacinação será direcionada a públicos específicos, como profissionais da segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro.
De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, a ampliação da cobertura vacinal é essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão e reduzir o número de pessoas suscetíveis às doenças. O Brasil mantém, desde 2024, o status de país livre da circulação endêmica do sarampo, reconhecimento concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, e reafirmado em 2025 após avaliação das ações de vigilância e resposta rápida a casos importados.
A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, enquanto a imunização contra a febre amarela é recomendada para a faixa etária de 9 meses a 59 anos. As doses estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Unidades Básicas de Saúde e nos pontos de vacinação montados temporariamente em áreas estratégicas da cidade.
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Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados de sarampo, a maioria associada a viagens internacionais. No estado de São Paulo, foram registradas cerca de 1,4 mil notificações, com dois casos confirmados na capital. Já em relação à febre amarela, embora não haja casos humanos confirmados no atual período de monitoramento, a intensificação da vacinação busca manter a proteção coletiva e prevenir novos surtos.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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