A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, em 19 de outubro de 2026, que quase um em cada quatro médicos tem mais de 55 anos e deverá se aposentar na próxima década. O dado integra o relatório National health workforce accounts: health workforce levels and trends 2026, baseado em informações oficiais fornecidas pelos países.
A estimativa sobre idade considera dados disponíveis de 122 países. Nas nações de alta renda, a proporção de médicos próximos da aposentadoria chega a quase um terço, ampliando os desafios de reposição e retenção de profissionais.

Envelhecimento da força de trabalho pressiona sistemas de saúde
A OMS estima um déficit global de 11,1 milhões de trabalhadores da saúde até 2030. Segundo o documento, 67 países não terão profissionais suficientes para atender às necessidades de saúde da população naquele ano. O envelhecimento dos trabalhadores ocorre simultaneamente ao aumento da demanda assistencial associado ao envelhecimento populacional.
Mesmo com essa perspectiva, a densidade mundial de médicos, profissionais de enfermagem e obstetrícia, dentistas e farmacêuticos cresceu 52% entre 2006 e 2025, passando de 44,8 para 67,9 por 10 mil habitantes. Atualmente, há mais de 70 milhões de trabalhadores de saúde e cuidados no mundo.
O envelhecimento da força de trabalho representa uma pressão adicional sobre os sistemas de saúde, especialmente nos países de alta renda. Isso ocorre porque o aumento da demanda por assistência coincide com a aproximação da aposentadoria de parte dos profissionais. Diante desse cenário, a OMS destaca a importância de utilizar dados atualizados para orientar políticas de formação, contratação e retenção de trabalhadores da saúde, com foco na sustentabilidade dos serviços nos próximos anos.
Como a distribuição de médicos varia entre regiões?
A distribuição de profissionais de saúde apresenta diferenças expressivas entre as regiões do mundo. Segundo a OMS, a densidade de médicos na Região Europeia da organização é 13 vezes maior que na Região Africana. Entre profissionais de enfermagem e obstetrícia, essa proporção é seis vezes maior no continente Europeu, evidenciando as desigualdades na disponibilidade de trabalhadores da saúde.
A desigualdade na disponibilidade de profissionais limita o acesso a serviços essenciais e mostra que o crescimento agregado da força de trabalho não garante cobertura equivalente entre os países.
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Planejamento da força de trabalho exige dados atualizados
Mais de 90% dos Estados-membros da OMS enviaram dados sobre a força de trabalho em 2025. Desde a criação do sistema de contas nacionais, em 2017, a disponibilidade dessas informações aumentou quase 20 vezes.
A organização defende o uso dessas informações para orientar formação, contratação e permanência de profissionais. O relatório inaugura uma série anual dedicada a acompanhar necessidades e tendências da força de trabalho em saúde.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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