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Saúde27 março 2026

Pembrolizumabe: Brasil avança na produção nacional de imunoterapia para câncer

Parceria prevê fabricação do pembrolizumabe no país e ampliação do acesso a tratamentos oncológicos

O Ministério da Saúde anunciou uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltada à produção nacional do pembrolizumabe, imunoterapia de alta complexidade utilizada no tratamento de diversos tipos de câncer. O acordo, firmado com a farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD) e o Instituto Butantan, marca um passo estratégico para reduzir a dependência de importações e ampliar o acesso a tecnologias avançadas no Sistema Único de Saúde. 

Atualmente, o medicamento já é oferecido na rede pública para pacientes com melanoma avançado. Com a nacionalização da produção, a expectativa é expandir o uso para outros tipos de câncer, como mama, pulmão, esôfago e colo do útero, ainda em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). 

Saiba maisAnvisa amplia indicações de imunoterápicos para tratamento de câncer 

Transferência de tecnologia e autonomia produtiva 

A iniciativa prevê a transferência gradual de tecnologia para o Instituto Butantan ao longo de cerca de 10 anos, permitindo que o Brasil passe a dominar todas as etapas de produção do medicamento. O processo integra a política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), que utiliza o poder de compra do SUS para estimular a inovação e a produção local. 

O pembrolizumabe atua reativando o sistema imunológico do paciente, aumentando a capacidade do organismo de reconhecer e combater células tumorais. Esse mecanismo tem revolucionado o tratamento oncológico, especialmente em casos avançados ou metastáticos. 

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Foco em inovação e doenças negligenciadas 

Durante o mesmo evento, o Ministério da Saúde também anunciou uma nova estratégia para fomentar soluções inovadoras voltadas a populações vulneráveis. Em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), será lançada a primeira Encomenda Tecnológica (ETEC) na área da saúde. 

A iniciativa busca desenvolver produtos inéditos para o enfrentamento de doenças negligenciadas, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas, leishmaniose e dengue, condições que afetam principalmente populações em situação de vulnerabilidade social. 

Além de estimular a inovação, a estratégia pretende fortalecer a capacidade nacional de resposta a desafios sanitários complexos, ampliando o acesso a tratamentos e reduzindo desigualdades no cuidado em saúde. 

O avanço reforça o papel do SUS como indutor de inovação e amplia as perspectivas de acesso a terapias de ponta no país. 

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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