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Saúde24 fevereiro 2026

Anvisa amplia indicações de imunoterápicos para tratamento de câncer

Keytruda e Imfinzi passam a contemplar novos tipos de tumores em associação com quimioterapia

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novas indicações terapêuticas para dois imunoterápicos já utilizados na oncologia. As decisões, publicadas no Diário Oficial da União em 23 de fevereiro, ampliam as possibilidades de uso do pembrolizumabe e do durvalumabe em diferentes contextos clínicos.

As atualizações reforçam o avanço da imunoterapia no tratamento de tumores sólidos, especialmente quando associada a esquemas quimioterápicos padrão.

Saiba mais: Pembrolizumabe com ou sem quimioterapia em carcinoma de células escamosas

Pembrolizumabe passa a contemplar câncer de ovário resistente

O pembrolizumabe, registrado no Brasil desde 2022, passa a ser indicado também para o tratamento de pacientes com carcinoma epitelial de ovário resistente à platina. A nova indicação prevê o uso do medicamento em combinação com quimioterapia padrão, com ou sem bevacizumabe, a depender da avaliação clínica.

Até então, o pembrolizumabe era utilizado principalmente como monoterapia no tratamento de melanoma metastático ou irressecável. A ampliação representa uma nova alternativa terapêutica para um grupo de pacientes com opções limitadas, especialmente nos casos em que há resistência ao tratamento à base de platina.

Leia ainda: Imunoterapia contra o câncer: como funciona?

O fármaco atua como inibidor de checkpoint imunológico, bloqueando a proteína PD-1 e estimulando o sistema imune a reconhecer e atacar células tumorais.

Durvalumabe é aprovado para câncer gástrico ressecável

O durvalumabe também teve seu escopo ampliado. O medicamento passa a ser indicado, em combinação com o esquema quimioterápico FLOT, para o tratamento de pacientes com adenocarcinoma gástrico ou da junção gastroesofágica ressecável.

Antes da nova aprovação, o durvalumabe já era utilizado no manejo de carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático com progressão após quimioterapia baseada em platina, além de situações de progressão precoce após tratamento neoadjuvante ou adjuvante.

As decisões da Anvisa acompanham evidências clínicas que demonstram benefício da imunoterapia em diferentes cenários oncológicos, ampliando o arsenal terapêutico disponível e reforçando a tendência de abordagens combinadas no tratamento do câncer.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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