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Oncologia24 fevereiro 2025

Anticorpos anti PD-1 e anti PD-L1 para glioma: há benefício no uso associado?

Revisão buscou avaliar a eficácia do tratamento com inibidores de checkpoint imune anti PD-1 e anti PD-L1para glioblastoma
Por Lethícia Prado

Levando-se em consideração a prevalência do glioblastoma multiforme como o tumor de sistema nervoso central mais agressivo do adulto e sua limitada resposta à imunoterapia, essa revisão buscou avaliar a eficácia do tratamento com inibidores de checkpoint imune anti PD-1 e anti PD-L1 nessa condição. 

A pesquisa foi feita através de inclusão de estudos clínicos randomizados que compararam a utilização de anti-PD1/PD-L1 com placebo ou com outras drogas isoladas ou associadas a outra imunoterapia.  

O objetivo primário foi avaliar os desfechos em sobrevida global, sobrevida livre de progressão e efeitos adversos e os objetivos secundários incluíam taxa de resposta e qualidade de vida.  

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Métodos 

Foram incluídos sete ensaios clínicos randomizados, englobando um total de 1953 pacientes, sendo quatro estudos com pacientes com doença recidivada e três com pacientes recém diagnosticados. Estudos do tipo metanálise foram excluídos devido a sua grande heterogeneidade. 

Resultados 

No caso de doença recorrente, os estudos incluídos avaliaram o uso de nivolumabe com ou sem bevacizumabe e pembrolizumabe. No caso de nivolumabe versus bevacizumabe, o uso do anti PD-L1 não aumento estatisticamente a sobrevida global ou sobrevida livre de progressão e taxa de resposta, sem também aumentar a quantidade de efeitos adversos importante.  

No estudo que avaliou nivolumabe em associação com bevacizumabe na dose de 10mg/Kg versus 3mg/Kg, a combinação em dose elevada não foi capaz de aumentar a sobrevida global com benefício incerto em sobrevida livre de progressão.  

No caso do anti PD-1 pembrolizumabe, seu uso de forma isolada ou em combinação com bevacizumabe foi avaliado apresentando também evidência incertas em sobrevida global, sobrevida livre de progressão e taxa de resposta 

No caso de pacientes com doença inicial, o uso de pembrolizumabe foi avaliado como terapia neoadjuvante e adjuvante versus adjuvante apenas, tendendo a benefício.  

O uso de nivolumabe associado a radioterapia foi avaliado em comparação com temozolamida associada a radioterapia em paciente pacientes recém diagnosticados não metilados, sem aumento de sobrevida global e sobrevida livre de progressão, com dados pouco claros sobre tempo de deterioração de qualidade de vida.  

Quanto à associação de nivolumabe com temozolamida e radioterapia quando comparado a temozolamida, placebo e radioterapia não houve também aumento significativo de sobrevida global e sobrevida livre de progressão, com aumento de efeitos adversos relatados.  

Em pacientes idosos, o uso de nivolumabe associado a temozolamida de forma adjuvante foi comparado a temozolamida isolada, não havendo de ganho em sobrevida global e sobrevida livre de progressão.  

Veja também: Nivolumabe e Ipilimumabe no tratamento neoadjuvante do melanoma estágio III

Conclusão e mensagem prática 

Os autores, dessa forma, concluem que, no caso de doença recorrente, o uso de nivolumabe associado ou não a bevacizumabe não trouxe benefício claro estatisticamente significativo. 

No caso de pembrolizumabe neoadjuvante e adjuvante, pode haver benefício, mas com nível de evidência ainda baixo.  

De forma semelhante, também não houve benefício no uso de nivolumabe associado a radioterapia em pacientes não metilados, associado a temozolamida ou de forma adjuvante em pacientes idosos.  

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Referências bibliográficas

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