A Food and Drug Administration, agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou o Orzeyful (oveporexton) para o tratamento da narcolepsia tipo 1 em adultos. O medicamento representa um marco terapêutico por ser o primeiro a atuar diretamente na deficiência de orexina (mecanismo biológico responsável pela doença) em vez de tratar apenas sintomas isolados.
A narcolepsia tipo 1 é um distúrbio neurológico crônico e raro do sono, caracterizado pela perda das células cerebrais produtoras de orexina, neurotransmissor essencial para regular o estado de vigília, o sono e o tônus muscular. A condição provoca sonolência diurna excessiva, cataplexia, paralisia do sono, alucinações e fragmentação do sono noturno.
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Primeiro tratamento direcionado à causa da narcolepsia
Até agora, os tratamentos disponíveis eram voltados para o controle de manifestações específicas, como a sonolência ou a cataplexia. O oveporexton inaugura uma nova abordagem ao ativar diretamente o receptor da orexina, restaurando a sinalização perdida pela degeneração das células produtoras desse neurotransmissor.
Administrado por via oral, em comprimidos duas vezes ao dia, o medicamento foi aprovado para tratar a narcolepsia tipo 1 como um distúrbio único, contemplando o conjunto de sintomas que compromete a qualidade de vida dos pacientes.
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Estudos mostram melhora ampla dos sintomas
A aprovação foi baseada em dois estudos clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, que incluíram 273 adultos acompanhados por 12 semanas.
Os participantes tratados com oveporexton apresentaram melhora significativa da capacidade de permanecer acordados durante o dia, além de redução da sonolência excessiva e dos episódios de cataplexia. Também foram observadas melhorias clinicamente relevantes em sintomas como paralisia do sono, alucinações e distúrbios do sono noturno.
Os eventos adversos mais frequentes foram insônia, aumento da frequência e da urgência urinária e maior produção de saliva. A taxa de interrupção do tratamento por efeitos adversos foi baixa.
O medicamento não deve ser utilizado em associação com inibidores potentes da enzima CYP3A, e sua segurança e eficácia ainda não foram estabelecidas para menores de 18 anos.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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