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Saúde6 fevereiro 2026

Vigitel 2025 aponta piora do sono entre brasileiros e avanço de doenças crônicas

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que 1 em cada 5 adultos tem sono prejudicado e quase um terço relata sintomas de insônia

Os resultados do Vigitel 2025, divulgados pelo Ministério da Saúde, revelam um panorama preocupante sobre os hábitos de sono da população brasileira. Pela primeira vez, o inquérito telefônico incluiu dados específicos sobre descanso noturno e identificou que 20,2% dos adultos que vivem nas capitais dormem menos de seis horas por noite. A privação de sono é mais frequente entre mulheres, idosos e pessoas com menor escolaridade.

Saiba mais: Insônia e seus múltiplos tipos e origens

Entre as mulheres, 21,3% relataram dormir menos de seis horas, contra 18,9% entre os homens. A maior prevalência foi observada em pessoas com 65 anos ou mais (23,1%) e em mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto, grupo no qual o índice chega a 29%. Em São Paulo, cerca de um em cada cinco adultos apresenta sono de curta duração, proporção semelhante à observada em capitais como Aracaju, Fortaleza, João Pessoa e Manaus. Maceió lidera o ranking, enquanto Campo Grande apresenta a menor taxa.

Falta de sono afeta quase um terço da população adulta

O levantamento também mostra que 31,7% dos moradores das capitais apresentam ao menos um sintoma de insônia. O problema é mais comum entre mulheres, atingindo 36,2%, contra 26,2% entre os homens. Em algumas capitais, como Maceió, quase metade das mulheres relatou sintomas relacionados à dificuldade para dormir, enquanto cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte também registraram percentuais elevados.

Vigitel 2025 aponta piora do sono entre brasileiros e avanço de doenças crônicas

Avanço da obesidade, diabetes e hipertensão

Além do sono, o Vigitel confirma a progressão de doenças crônicas no país. A prevalência de excesso de peso saltou de 42,6% em 2006 para 62,6% em 2024. No mesmo período, os casos de obesidade mais do que dobraram, chegando a 25,7% da população adulta, com maior impacto entre as mulheres.

Leia mais: Algoritmo para avaliação de adultos com doença crônica relacionada à obesidade

A prevalência de diabetes cresceu 153% desde 2006 e atualmente atinge 12,9% dos adultos, chegando a mais de 30% entre idosos com 65 anos ou mais. Já a hipertensão arterial passou de 22,6% para 29,7% no período analisado, sendo mais comum entre mulheres, idosos e pessoas com baixa escolaridade.

Alimentação, atividade física e resposta do governo

Os dados mostram estagnação no consumo regular de frutas e hortaliças e baixa adesão às recomendações nutricionais, especialmente entre pessoas com menor nível educacional. Por outro lado, houve redução no consumo frequente de refrigerantes e aumento da prática de atividade física no lazer, embora a atividade física no deslocamento tenha diminuído.

O relatório foi apresentado durante o lançamento do programa Viva Mais Brasil, nova estratégia do Ministério da Saúde voltada à prevenção de doenças crônicas e à promoção da qualidade de vida. A iniciativa prevê investimento de R$ 340 milhões em ações de incentivo à atividade física, alimentação saudável, ampliação da vacinação e redução de fatores de risco como tabagismo e consumo de álcool.

Autoria

Foto de Roberta Santiago

Roberta Santiago

Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.

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