Nova recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) indica o uso de Profilaxia pós-exposição com doxiciclina na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas entre homens que fazem sexo com homens e mulheres transgênero. Segundo a organização, a indicação é resultado de um processo de desenvolvimento de diretrizes da OMS, que buscou refletir as evidências crescentes de que a doxiciclina, tomada após exposição sexual, tem potencial para reduzir o risco de sífilis e clamídia, além da gonorreia em alguns contextos.
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Doxiciclina na prevenção de ISTs
A OMS enfatiza que a implementação deve fazer parte de uma abordagem abrangente de saúde sexual, priorizar pessoas com ISTs recentes ou recorrentes, particularmente sífilis, e incluir o monitoramento da resistência antimicrobiana.
De acordo com a Dra. Tereza Kasaeva, Diretora do Departamento de HIV, Tuberculose, Hepatite e ISTs da OMS, a organização “incentiva que os países e parceiros a trabalharem em conjunto para ampliar a implementação desta recomendação, garantindo que essas importantes populações-chave com maior risco possam se beneficiar de opções de prevenção baseadas em evidências”.
Entenda: Doxiciclina para profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis em mulheres
Próximos passos a serem tomados pela OMS
A OMS promoverá e apoiará a implementação da recomendação da doxiciclina na profilaxia pós-exposição nos países por meio de uma série de palestras e procurará trabalhar junto aos países para conformidade com as novas diretrizes em programas nacionais com o objetivo de introduzir a profilaxia pós-exposição (PEP) com doxiciclina. As diretrizes completas serão publicadas no site da OMS nos próximos meses e incorporadas às diretrizes consolidadas da organização sobre ISTs.
Dados da OMS mostram que essas infecções continuam a aumentar em muitas regiões do mundo, afetando desproporcionalmente algumas populações. Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão: opções limitadas de prevenção além do uso de preservativos, barreiras de acesso a serviços de saúde, estigmas, discriminação, e falta de integração de ações para prevenção de mais ISTs em programas voltados para o HIV e de saúde em geral.
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Autoria

Augusto Coutinho
Jornalista e editor de conteúdos de medicina e ciência, especialista em Edição Digital e pós-graduando em Jornalismo de Dados.
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