Novo documento da Organização Mundial da Saúde (OMS) traz informações de como os países-membros têm avançado em ações para redução do consumo de álcool e quais os próximos passos a serem adotados dentro da iniciativa SAFER da organização. Estimativas da entidade colocam o consumo de álcool como relacionado a 2,6 milhões de mortes por ano no mundo, mesmo sendo uma das fontes mais preveníveis de danos à saúde.
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Políticas sobre o consumo de álcool
A iniciativa da OMS se utiliza do acrônimo SAFER (que pode ser traduzido do inglês como “mais seguro”), para listar princípios que podem ser utilizados por qualquer país para mitigar os danos causados pelo consumo de álcool.
- Strengthen restrictions on alcohol availability (Fortalecer as restrições sobre a disponibilidade de bebidas alcoólicas)
- Advance and enforce drink–driving countermeasures (Promover e fazer cumprir medidas contra embriaguez ao volante)
- Facilitate access to screening, brief interventions and treatment (Facilitar o acesso à triagem, intervenções e ao tratamento para alcoolismo)
- Enforce bans or comprehensive restrictions on alcohol advertising, sponsorship and promotion (Reforçar proibições e restrições abrangentes para propaganda, ações de patrocínio e promoção de bebidas alcoólicas)
- Raise prices on alcohol through excise taxes and pricing policies (Aumentar o custo de bebidas alcoólicas através de impostos e políticas de preço).
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Implementação
A organização elencou alguns exemplos bem-sucedidos da iniciativa pelo mundo. Uganda integrou a triagem, a intervenção breve e o encaminhamento para tratamento na atenção primária, além de apoiar reformas em sua legislação sobre impostos especiais de consumo. No Nepal, há uma proibição nacional de publicidade de álcool, e uma diretriz federal reforça a implementação local de medidas de controle do álcool e tabaco. Na Irlanda, a implementação mais descentralizada com foco em comunidades locais do país beneficiou cerca de 190.000 pessoas, demonstrando como uma estrutura nacional pode ser adaptada ao nível comunitário, preservando o protagonismo local. Iniciativas similares estão sendo implementadas na Tailândia e no Reino Unido. Nas Américas há iniciativas educacionais e discussões sobre taxação e restrições de propaganda.
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Próximas etapas
Para o Dr. Jeremy Farrar, Diretor-Geral Adjunto da OMS para Promoção da Saúde e Prevenção e Controle de Doenças, o relatório mostra as possibilidades que surgem quando os países entendem que os danos causados pelo álcool não são inevitáveis e se unem para pensar nos benefícios que podem gerar para suas comunidades.
O próximo passo da iniciativa terá como foco a governança e estruturas de financiamento com o objetivo de fortalecer o cumprimento de medidas e o monitoramento, protegendo a elaboração de políticas públicas da influência comercial da indústria de bebidas alcoólicas. A OMS espera que o progresso no seu programa se traduza em estradas mais seguras, diminuição nas hospitalizações e violência relacionadas e comunidades mais seguras e saudáveis.
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