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Saúde6 fevereiro 2026

Ministério da Saúde amplia o uso de Insulina Glargina no SUS

Governo começou processo de transição para o uso da insulina análoga de ação prolongada, glargina, no Sistema Único de Saúde
Por Augusto Coutinho

O governo anunciou na última sexta-feira (06/02) ter dado início ao processo de substituição da insulina humana (NPH) pela insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde considera a ação um avanço por ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para pacientes diabéticos.

A glargina é uma insulina de ação prolongada (até 24 horas) e de aplicação única, o que facilita a manutenção dos níveis de glicose.

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Implementação do uso da insulina análoga de ação prolongada

A transição começará nos estados do Amapá, Paraná e Paraíba e no Distrito Federal, a transição para cada paciente será avaliada individualmente, mas o foco inicial do projeto será em crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, e idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A expectativa do governo é beneficiar 50 mil pessoas nessa primeira fase.

Segundo o Ministério da Saúde, haverá treinamento para auxiliar os profissionais de saúde da Atenção Primária sobre o uso adequado das canetas aplicadoras de insulina e a administração correta do medicamento.

Após os primeiros meses, os resultados serão avaliados para expansão do projeto para o resto do país. “A escolha dos territórios considerou critérios de representatividade regional e capacidade de implementação, permitindo a avaliação de diferentes realidades do país.”, informou a pasta.

Saiba mais: O uso da insulina glargina em substituição à insulina humana NPH

Ministério da Saúde amplia o uso de Insulina Glargina no SUS

Aumento da oferta de tratamento pelo SUS

De acordo com o Ministério da saúde, atualmente, o SUS disponibiliza quatro tipos de insulina: humanas NPH e Regular, e análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais para o tratamento do diabetes mellitus.

Para o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expansão da oferta com a inclusão da glargina fortalece o complexo industrial farmacêutico do país ao utilizar o poder de compra do SUS para garantir medicamentos gratuitos e assistência farmacêutica à população. O ministro destacou que “Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no país. Isso traz garantia e segurança para os pacientes”.

Essa expansão é resultado de parceria envolvendo o laboratório público Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. Em 2025, 6 milhões de unidades do medicamento foram entregues e o governo espera que esse número chegue a 36 milhões até o final de 2026.

*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.

Autoria

Foto de Augusto Coutinho

Augusto Coutinho

Jornalista formado pela Universidade Estácio de Sá (UNESA) em 2009, com extensão em Produção Editorial (UNESP) e Planejamento Digital (M2BR Academy).

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