O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continua em queda no Brasil, segundo a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz. A análise referente à Semana Epidemiológica 30 (26 de julho a 1º de agosto) mostra redução tanto na tendência de curto quanto de longo prazo. Apesar do cenário favorável, 14 estados ainda apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, indicando que a circulação de vírus respiratórios permanece elevada em parte do país.
Entre as unidades da Federação em situação de atenção estão Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
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Queda é impulsionada pela redução de diferentes vírus
A diminuição dos casos varia conforme a faixa etária e o vírus predominante. Entre crianças de até 4 anos, a queda está relacionada principalmente à redução das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR). Na população de 15 a 49 anos, o declínio é explicado pela diminuição dos casos graves por influenza A e B, enquanto, entre os idosos, a redução ocorre principalmente pela queda da influenza A.
Embora apresente desaceleração, o VSR ainda mantém níveis elevados de circulação em estados como Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul.
Influenza B e covid-19 seguem sob monitoramento
O boletim também chama atenção para o aumento dos casos graves por influenza B em parte da região Centro-Sul, especialmente em Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Já os casos de covid-19 permanecem baixos, embora haja discreto aumento das hospitalizações no Maranhão e no Amazonas.
Entre as capitais, apenas Belém e Porto Velho apresentam crescimento sustentado dos casos de SRAG. Outras 15 permanecem em níveis elevados, porém sem tendência de aumento.
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Vacinação continua sendo a principal medida preventiva
Em 2026, o Brasil já notificou 130.054 casos de SRAG, dos quais 53,7% tiveram confirmação laboratorial para vírus respiratórios. Nas últimas quatro semanas, o VSR respondeu por 54,1% dos casos positivos, seguido por rinovírus (26,1%), influenza B (9,3%), influenza A (7,3%) e Sars-CoV-2 (1,8%).
A Fiocruz reforça que, mesmo com a tendência de queda, é fundamental manter a vacinação em dia, utilizar máscaras em serviços de saúde, higienizar frequentemente as mãos e evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios. Pacientes sintomáticos devem permanecer em isolamento sempre que possível para reduzir a transmissão dos vírus.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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