A nova edição do Boletim Infogripe, utilizando dados inseridos no SIVEP-Gripe até o dia 18/07/2026, mostra a maioria das Unidades da Federação com queda no número de hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à infecção por vírus sincicial respiratório (VSR) e os vírus da influenza A e B.
Na maioria dos estados, as tendências são de queda no longo prazo, exceto nos estados do Sul, no Acre e Maranhão que estão com incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas).
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SRAG ainda apresenta níveis elevados
A atualização com dados referentes à Semana Epidemiológica 28 (12 a 18 de julho), ainda mostram que, apesar da queda nas internações e a ausência de sinal de crescimento, os números de SRAG continuam altos. Das 27 unidades federativas (UF), 16 ainda apresentam incidência em níveis de alerta, risco ou alto risco: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe e São Paulo.
Infecções responsáveis
As infecções por VSR mantiveram os casos de SRAG em alta na região Sul, e continuam altos em AL, CE, DF, ES, GO, MT, MS, MG, RJ, RR, SP e SE, ainda que esses estados mostrem tendência de queda ou estabilização
De acordo com a Fiocruz, o período da sazonalidade da Influenza já se encerrou na maioria das regiões, mas casos SRAG associados ao vírus A continuam altos no Acre, Minas Gerais, Paraná e Roraima, enquanto a variante B tem crescido em estados do Centro-Sul (DF, ES, MG, RJ, RS e SC), e Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, contudo esses últimos já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.
Casos de SRAG ligados à covid-19 pararam de crescer no Amazonas, permanecendo em um patamar baixo.
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Síndrome Respiratória Aguda Grave pelas capitais
Das 27 capitais, somente 3 apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta ou alto risco (últimas duas semanas), com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas): João Pessoa (PB), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).
Últimas semanas epidemiológicas
Nas últimas quatro semanas, a prevalência entre os casos positivos para infecção viral foi de: 58,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 24,6% de Rinovírus, 9,1% de Influenza A, 8,8% de Influenza B e 1,5% de SARS-CoV-2.
Já em relação aos óbitos, a influenza A continua com o maior impacto, 29,7%, e aqueles ligados à infecção por VSR chegaram a 27,3%. Mortes ligadas à infecção por rinovírus também estão com um impacto significativo, 25,2%, seguidas pelas relacionadas com Influenza B (14,7%) e Sars-CoV-2 (covid-19), com 5,1%.
O boletim ressalta que os dados para semanas recentes estão sujeitos a alterações em atualizações seguintes por conta do fluxo de notificação de casos e inserção do resultado laboratorial associado.
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SRAG em 2026
Considerando os dados para todo ano de 2026, foram notificados 120.920 casos de SRAG. Desses, 63.698 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 8.420 ainda aguardam resultado. Dentre os casos positivos do ano:
- 41,1% de vírus sincicial respiratório (VSR);
- 30,0% de Rinovírus;
- 20,1% de Influenza A;
- 4,8% de Influenza B.
- 4,3% de SARS-CoV-2 (covid-19);
Foram notificados 4.872 óbitos devido a SRAG em 2026, 2.329 (47,8%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório:
- 40,5% de Influenza A;
- 21,3% de Rinovírus;
- 15,9% de SARS-CoV-2 (covid-19);
- 13,9% de vírus sincicial respiratório (VSR);
- 7,6% de Influenza B.
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