O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), referente à Semana Epidemiológica 24, 14 a 20 de junho de 2026, aponta estabilização ou oscilação nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no cenário nacional, com 97.813 notificações acumuladas no ano. O documento utiliza dados inseridos no SIVEP-Gripe até 20 de junho de 2026.
Quase todas as unidades federativas registram incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, e oito delas apresentam crescimento sustentado nas últimas seis semanas: Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina. As únicas exceções são Rondônia, Piauí e Pernambuco.
Nas quatro semanas mais recentes, o vírus sincicial respiratório (VSR) respondeu por mais da metade dos casos positivos (53,1%), concentrado principalmente em crianças menores de quatro anos. A influenza A permanece como principal causa de óbitos, respondendo por 38,3% dos casos fatais com vírus identificado no mesmo período, com impacto mais acentuado em maiores de 65 anos. Os casos graves por influenza B continuam aumentando na região Centro-Sul, incluindo Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
A incidência de SRAG é mais elevada em crianças pequenas, com desaceleração do crescimento nessa faixa a partir da semana 24. Nos idosos, o crescimento dos casos ainda se mantém. A covid-19 permanece com número semanal baixo, com sinal de aumento apenas em alguns estados do Norte.
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Foram registrados SRAG em nível de alerta ou risco em 24 estados
Entre as 27 capitais, oito reúnem simultaneamente incidência elevada de SRAG e crescimento de longo prazo: Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Macapá, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Luís e Vitória. O aumento nessas cidades ocorre principalmente em crianças menores de dois a quatro anos. Em Curitiba, Florianópolis, Manaus e Belém, há crescimento adicional entre idosos, grupo de maior risco para evolução grave por influenza A.
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Quais capitais concentram crescimento simultâneo de casos?
O boletim ressalta que os dados de óbitos estão sujeitos a atraso de digitação e recomenda interpretar os indicadores do InfoGripe em combinação com as taxas de ocupação de leitos das respectivas regionais de saúde, o que permite decisões clínicas e de gestão hospitalar mais precisas diante da temporada respiratória em curso.
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Este artigo foi elaborado com auxílio de IA e revisado pela equipe de jornalismo do Portal Afya.
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