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Saúde8 julho 2026

Câncer de mama: dados globais da OMS revelam diferenças na sobrevida entre países

Estudo revela grandes desigualdades na sobrevida ao câncer de mama e destaca a influência do acesso ao diagnóstico e ao tratamento
Por Redação Afya

A Organização Mundial da Saúde divulgou, pela primeira vez, estimativas globais de sobrevida em cinco anos para mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 2017 e 2021. Publicado na revista Nature Medicine, o levantamento abrange os 194 Estados-Membros da organização e evidencia profundas desigualdades entre países e regiões, especialmente em função da renda e da capacidade dos sistemas de saúde.

A mediana global de sobrevida em cinco anos foi de 77,8%. No entanto, os índices variam de 39,1% na Região Africana a 88,5% na Região das Américas e 84% na Região Europeia.

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Câncer de mama: dados globais da OMS revelam diferenças na sobrevida entre países

Diferenças acompanham nível de renda

O estudo mostra que a renda dos países está diretamente relacionada às chances de sobrevivência após o diagnóstico. Nos países de baixa renda, a sobrevida mediana em cinco anos foi de 41,9%, enquanto alcançou 60,1% nos países de renda média-baixa, 78,7% nos de renda média-alta e 87,3% nas nações de alta renda.

Segundo a OMS, o câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais frequente entre mulheres em 158 países. Em 2024, a doença provocou cerca de 694 mil mortes no mundo, das quais aproximadamente 70% ocorreram em países de baixa e média renda.

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Diagnóstico precoce faz diferença

A análise identificou que o estágio da doença no momento do diagnóstico do câncer é um dos principais fatores associados à sobrevida. Países que detectam o câncer em fases iniciais apresentam melhores resultados, refletindo maior acesso à mamografia, diagnóstico oportuno, radioterapia, medicamentos oncológicos e tratamento multidisciplinar.

Para elaborar as estimativas, os pesquisadores utilizaram dados de registros de câncer de 67 países, combinados com indicadores sobre acesso aos serviços de saúde e mortalidade populacional. O estudo também apontou importantes lacunas na vigilância epidemiológica, especialmente em países afetados por conflitos.

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Os resultados servirão como linha de base para monitorar o progresso da Iniciativa Global para o Câncer de Mama da OMS, que busca reduzir a mortalidade prematura pela doença em 2,5% ao ano e salvar 2,5 milhões de vidas até 2040. Entre as metas da iniciativa estão ampliar o diagnóstico precoce, garantir tratamento em tempo oportuno e aumentar o acesso ao cuidado integral.

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Foto de Redação Afya

Redação Afya

Equipe de Jornalistas da Afya.

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