A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu® (trastuzumabe deruxtecana), ampliando seu uso no tratamento do câncer de mama HER2-positivo. A partir da decisão, o medicamento poderá ser utilizado como terapia auxiliar em pacientes adultos que apresentam doença invasiva residual após tratamento com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia baseada em taxanos antes da cirurgia.
A nova indicação contempla um grupo de pacientes que, mesmo após o tratamento inicial, permanece com sinais da doença e apresenta maior risco de recorrência.
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Nova opção para pacientes de maior risco
O câncer de mama HER2-positivo representa entre 10% e 19% dos casos da doença e está associado a comportamento mais agressivo e pior prognóstico. Apesar dos avanços nas terapias administradas antes da cirurgia, parte dos pacientes não alcança resposta patológica completa, mantendo doença residual após o procedimento cirúrgico.
Estima-se que até 25% dessas pessoas possam apresentar recidiva da doença em até dez anos, o que reforça a necessidade de estratégias terapêuticas capazes de reduzir esse risco e aumentar as chances de controle da enfermidade.
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Como o medicamento atua
O trastuzumabe deruxtecana é um conjugado anticorpo-droga administrado por via intravenosa. A tecnologia combina um anticorpo monoclonal direcionado ao receptor HER2 com um agente citotóxico, permitindo que o medicamento seja transportado de forma seletiva até as células tumorais, reduzindo danos aos tecidos saudáveis.
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