A Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, estabelecendo limites de dosagem e exigindo alerta obrigatório nos rótulos. A medida, divulgada no dia 22 de abril de 2026, responde a relatos de risco raro de lesão hepática associados ao consumo desses produtos, especialmente em formulações concentradas.
As empresas terão prazo de seis meses para se adequar às novas exigências.
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Limites de consumo e novas exigências
Pela primeira vez, a Anvisa definiu parâmetros seguros para o uso de derivados da cúrcuma em suplementos destinados a adultos. Os produtos deverão respeitar:
- Mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia
- Máximo de 130 mg de curcumina
- Máximo de 120 mg de tetraidrocurcuminoides
Além disso, será obrigatória a inclusão de advertência nos rótulos, informando que o consumo não é recomendado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
Durante o período de transição, a comercialização será permitida desde que as informações de risco estejam disponíveis ao consumidor.
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Risco raro e alerta internacional
A decisão acompanha avaliações de autoridades sanitárias de outros países, como França, Canadá e Austrália, que identificaram casos de toxicidade hepática relacionados ao uso de suplementos de cúrcuma.
Segundo a Anvisa, o risco está associado principalmente a formulações que aumentam a absorção da curcumina, elevando sua concentração no organismo. Em doses elevadas ou uso prolongado, a substância pode desencadear inflamação hepática.
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Uso seguro e orientação para produtos com cúrcuma
Especialistas alertam que a percepção de segurança em torno de produtos naturais pode levar ao uso indiscriminado. A ausência de padronização entre suplementos também dificulta o controle da dose efetivamente ingerida.
A Anvisa reforça que a nova regulamentação não se aplica ao uso culinário da cúrcuma, considerado seguro nas quantidades habituais. A medida se restringe aos suplementos, que concentram doses mais elevadas do composto ativo.
Com a mudança, a expectativa é reduzir riscos e orientar o consumo mais seguro desses produtos no país.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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