A Agência Nacional de Vigilância Sanitária firmou, no dia 15 de abril de 2026, uma carta de intenção com o Conselho Federal de Medicina, o Conselho Federal de Odontologia e o Conselho Federal de Farmácia para promover o uso racional e seguro dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
A parceria tem como objetivo fortalecer a atuação conjunta entre as instituições, com foco na troca de informações, alinhamento técnico e desenvolvimento de ações educativas voltadas a profissionais de saúde e à população.
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Preocupação com uso de canetas emagrecedoras e irregularidades
A iniciativa ocorre em um contexto de aumento da demanda por esses medicamentos, originalmente indicados para doenças como diabetes e obesidade, mas que vêm sendo utilizados de forma ampliada.
As instituições destacam que esse crescimento tem sido acompanhado por irregularidades em diferentes etapas, como:
- Importação de produtos sem registro sanitário
- Manipulação sem controle adequado
- Prescrição e dispensação fora das normas
- Comercialização por empresas sem autorização
Essas práticas podem comprometer a segurança dos pacientes e reforçam a necessidade de maior controle sanitário.
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Ações previstas e articulação institucional
Entre as medidas previstas na parceria estão:
- Incentivo à prescrição responsável
- Fortalecimento da notificação de eventos adversos
- Desenvolvimento de campanhas educativas
- Integração entre órgãos reguladores e conselhos profissionais
A iniciativa integra o plano de ação anunciado pela Anvisa no início de abril, voltado ao combate de irregularidades no setor.
Eixos do plano de ação
A estratégia da vigilância sanitária está organizada em cinco frentes principais:
- Eixo 1 – Aprimoramento regulatório
- Eixo 2 – Monitoramento e fiscalização
- Eixo 3 – Articulação institucional, federativa e internacional
- Eixo 4 – Regulação para análise de registros
- Eixo 5 – Comunicação com a sociedade
Além disso, a Anvisa deve instituir grupos de trabalho para acompanhar a implementação das medidas e aprofundar o debate técnico sobre o tema.
A expectativa é que a atuação coordenada contribua para maior segurança no uso desses medicamentos e para o fortalecimento das políticas regulatórias no país.
*Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal Afya.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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