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Saúde30 outubro 2026

Anvisa aprova risdiplam em comprimido para tratar AME 5q

Nova forma do risdiplam em comprimido de 5 mg atende pacientes a partir de 2 anos e 20 kg e simplifica a administração em relação à solução oral.

A Anvisa aprovou o registro do risdiplam em comprimido revestido de 5 mg para a atrofia muscular espinhal (AME) 5q, por meio da Resolução 4.244. publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro. A decisão abrange adultos e crianças maiores de 2 anos com 20 kg ou mais e registra o comprimido como nova forma farmacêutica. 

Esse tipo de apresentação simplifica a administração do risdiplam, cuja eficácia na função motora vem de estudos com a solução oral. Pelo protocolo clínico do SUS, a versão em pó para solução oral exige constituição por profissional de saúde antes da dispensação.

O risdiplam é uma molécula pequena que leva o gene SMN2 a produzir a proteína SMN completa. Nesse sentido, a deficiência dessa proteína na AME causa perda de neurônios motores e fraqueza muscular.

Profissional farmacêutico mostra apresentação em comprimido do ridisplam

Administração do risdiplam ocorre sem reconstituição prévia

O comprimido pode ser engolido com água ou disperso em água sem cloro. O preparo não exige treinamento complexo dos cuidadores e também pode ser mantido em temperatura ambiente, sem refrigeração. 

Saiba mais: Atualização de boas práticas em atrofia muscular espinhal

Estudos com a solução oral avaliam função motora em 41 bebês e 180 pacientes

No estudo aberto FIREFISH, 41 bebês com AME tipo 1 receberam risdiplam em solução oral. Após 12 meses, 29% sentavam sem apoio por pelo menos 5 segundos, marco ausente na história natural. Além disso, a sobrevida sem ventilação permanente foi de 85%, ante critério histórico de 42%.

Enquanto isso, o estudo SUNFISH parte 2 comparou risdiplam e placebo em 180 pacientes de 2 a 25 anos com AME tipo 2 ou 3 não deambulante. Em 12 meses, o risdiplam superou o placebo em 1,55 ponto na escala de função motora MFM32. O ganho predominou entre 2 e 5 anos, com estabilização nos mais velhos.

Saiba mais: Atrofia muscular espinhal (AME): Fronteiras terapêuticas

O que a bioequivalência com a solução oral demonstra?

Ao aprovar o risdiplam em comprimido nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) usou a bioequivalência como ponte entre as formulações. Em voluntários saudáveis, o comprimido engolido teve exposição equivalente à da solução oral, em jejum ou após refeição. Na forma dispersa, o medicamento cumpriu os critérios só em jejum, com exposição pós-refeição menos de 15% maior, sem relevância clínica esperada.

Para a FDA, a eficácia do risdiplam em comprimido decorre dessa bioequivalência. O FIREFISH prevê extensão aberta de 36 meses após 24 meses de tratamento e o SUNFISH parte 2 segue avaliando segurança e eficácia em longo prazo. 

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Pós-graduada pela PUC Minas.

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