A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), utilizado no tratamento do câncer de mama HER2 positivo (IHC 3+ ou ISH+). A decisão foi publicada no dia 18 de maio de 2026, no Diário Oficial da União.
Com a atualização, o medicamento poderá ser utilizado em combinação com o pertuzumabe como terapia de primeira linha para pacientes adultos com câncer de mama HER2 positivo irressecável (quando o tumor não pode ser totalmente removido por cirurgia) ou metastático, quando a doença já se espalhou para outras partes do corpo.
Saiba mais: Desempenho do trastuzumabe deruxtecana no mundo real em câncer de mama

Tipo de câncer é mais agressivo
O câncer de mama HER2 positivo corresponde a cerca de 20% dos casos da doença e costuma apresentar comportamento mais agressivo, com maior risco de progressão e pior prognóstico, especialmente em estágios avançados.
Nesses casos, o tumor produz grandes quantidades da proteína HER2, que estimula o crescimento acelerado das células cancerígenas.
Apesar dos avanços terapêuticos nos últimos anos, especialistas apontam que a doença metastática ainda é considerada incurável, exigindo tratamentos capazes de prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Leia ainda: SUS passa a oferecer abemaciclibe para tratamento de câncer de mama precoce
Estudo mostrou benefício clínico
A ampliação da indicação do Enhertu foi baseada em estudo clínico que demonstrou melhora estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão da doença.
Esse indicador mede o tempo em que o câncer permanece controlado sem piora do quadro clínico durante o tratamento.
Segundo a Anvisa, os resultados apresentaram benefício clínico relevante para pacientes com doença avançada HER2 positiva.
Terapias-alvo avançam na oncologia
O trastuzumabe deruxtecana é uma terapia-alvo desenvolvida para agir diretamente nas células tumorais que expressam a proteína HER2.
Esse tipo de tratamento tem ampliado as possibilidades terapêuticas na oncologia ao permitir abordagens mais específicas e personalizadas para diferentes perfis de câncer de mama.
Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.