A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novas indicações terapêuticas para os medicamentos Keytruda® (pembrolizumabe) e Hympavzi® (marstacimabe), ampliando as opções de tratamento para pacientes com carcinoma de células renais e hemofilia. A Resolução 2.831/2026 foi publicada no Diário Oficial da União e contempla grupos que apresentam maior complexidade clínica e necessidade de terapias específicas.
As novas indicações permitem expandir o uso de medicamentos já registrados no país para situações em que o risco de complicações ou recorrência da doença é mais elevado.
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Terapia complementar para câncer renal
O Keytruda passou a ser indicado, em combinação com o belzutifano, como tratamento complementar para adultos com carcinoma de células renais de células claras (ccRCC) que apresentam risco intermediário-alto ou alto de recorrência após a retirada parcial ou total do rim, incluindo pacientes submetidos à ressecção de metástases.
O carcinoma de células renais corresponde a cerca de 85% dos casos de câncer de rim e pode voltar a se manifestar mesmo após o tratamento cirúrgico. Segundo a Anvisa, a combinação dos dois medicamentos oferece uma nova estratégia terapêutica para reduzir o risco de retorno da doença.
O pedido foi analisado em caráter prioritário por envolver uma condição grave, conforme os critérios estabelecidos pela regulamentação da agência.
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Ampliação beneficia pacientes com hemofilia
A Anvisa também autorizou a ampliação do uso do Hympavzi para pacientes com hemofilia A que desenvolveram inibidores do fator VIII e para pessoas com hemofilia B com inibidores do fator IX.
O medicamento já era indicado para prevenir ou reduzir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou B sem inibidores, a partir dos 12 anos de idade e com peso mínimo de 35 quilos.
Os inibidores representam uma das principais complicações da hemofilia porque reduzem a eficácia dos tratamentos convencionais e aumentam o risco de hemorragias. Segundo a Anvisa, a nova indicação amplia as alternativas terapêuticas para esse grupo de pacientes, oferecendo uma opção voltada ao controle dos sangramentos e à melhoria da qualidade de vida.
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Autoria

Roberta Santiago
Roberta Santiago é jornalista desde 2010 e estudante de Nutrição. Com mais de uma década de experiência na área digital, é especialista em gestão de conteúdo e contribui para o Portal trazendo novidades da área da Saúde.
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