A., 40 anos, mulher negra, gestora de um fundo de investimentos, procura atendimento após insistência de familiares. Relata que mantém desempenho profissional elevado, lidera equipes, cumpre metas e é reconhecida pela competência técnica, apesar de sentir-se “esgotada” e “vazia” há vários anos. Tem passado mais tempo no escritório e trabalhando, ainda que não seja estritamente necessário.
Refere tristeza, fadiga constante e dificuldade de concentração, sobretudo para tarefas que exigem maior esforço cognitivo. Gostava de correr, mas sente não ter mais disposição para a atividade. Nega ideação suicida, mas admite desejar sumir ou não acordar, o que seria um alívio. Culpa-se por estar insatisfeita, apesar do sucesso profissional. Nega afastamentos do trabalho. Refere longa história de autocobrança, necessidade de desempenho elevado e pouca permissão para demonstrar fragilidade.
Não há história prévia de episódios maníacos ou hipomaníacos. Nega uso problemático de álcool ou outras substâncias.
Veja também: Caso clínico: Médica com sensação persistente de esgotamento físico e mental – Portal Afya
Qual descrição clínica melhor caracteriza o quadro atual da paciente?
ABurnout
BTranstorno depressivo persistente
CEstresse ocupacional
DTranstorno de ajustamento
Autoria

Tayne Miranda
Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com residência médica em Psiquiatria (2022) e mestrado em Psicologia Social (2025) pela Universidade de São Paulo (USP). Além da atuação na Afya, também atende no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e em consultório particular.
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