A., 40 anos, mulher negra, gestora de um fundo de investimentos, procura atendimento após insistência de familiares. Relata que mantém desempenho profissional elevado, lidera equipes, cumpre metas e é reconhecida pela competência técnica, apesar de sentir-se “esgotada” e “vazia” há vários anos. Tem passado mais tempo no escritório e trabalhando, ainda que não seja estritamente necessário.
Refere tristeza, fadiga constante e dificuldade de concentração, sobretudo para tarefas que exigem maior esforço cognitivo. Gostava de correr, mas sente não ter mais disposição para a atividade. Nega ideação suicida, mas admite desejar sumir ou não acordar, o que seria um alívio. Culpa-se por estar insatisfeita, apesar do sucesso profissional. Nega afastamentos do trabalho. Refere longa história de autocobrança, necessidade de desempenho elevado e pouca permissão para demonstrar fragilidade.
Não há história prévia de episódios maníacos ou hipomaníacos. Nega uso problemático de álcool ou outras substâncias.
Veja também: Caso clínico: Médica com sensação persistente de esgotamento físico e mental – Portal Afya
Qual descrição clínica melhor caracteriza o quadro atual da paciente?
ABurnout
BTranstorno depressivo persistente
CEstresse ocupacional
DTranstorno de ajustamento
Autoria

Tayne Miranda
Editora médica de Psiquiatria da Afya ⦁ Residência em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP) ⦁ Mestranda em Psicologia Social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) ⦁ Médica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) ⦁ Psiquiatra do PROADI-SUS pelo Hospital Israelita Albert Einstein ⦁ Foi Psiquiatra Assistente do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo
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