Paciente do sexo feminino, 61 anos, realiza consultas regulares com ginecologista para tratamento de líquen escleroso vulvar há 10 anos. Na última consulta, refere piora do prurido vulvar associado à ardência local há 1 mês. Aumentou, por conta própria, o uso tópico de propionato de clobetasol sem melhora da sintomatologia. Nega outros sintomas.
A paciente faz tratamento para diabetes e ansiedade. Nega outras comorbidades, tabagismo, cirurgias ou alergias. Histórico familiar de vitiligo. G3 PC3. Menopausa aos 50 anos – não realizou terapia hormonal. Medicamentos de uso regular: Propionato de clobetasol 0,05% pomada 1xsemana, Promestrieno creme vaginal 3xsemana, Paroxetina 20mg/dia e Metformina 500mg 2xdia. Não apresenta exames de rotina recentes.
Ao exame físico, observa-se mancha hipocrômica central se estendendo para região perineal, com área avermelhada nas bordas, fissura paraclitoriana, apagamento de pequenos lábios e encarceramento parcial do clitóris.
Considerando o quadro clínico descrito, qual é a principal hipótese diagnóstica?
ADermatite de contato irritativa
BLíquen plano erosivo
CLíquen escleroso vulvar com infecção fúngica secundária
DDermatite de contato alérgica
Autoria

Caroline Oliveira
Editora-chefe médica na Afya. Formada em medicina pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Instituto Fernandes Figueira (IFF/FIOCRUZ). Doutora em Ciências Médicas pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em Ciências pelo IFF/FIOCRUZ.
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