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Ginecologia e ObstetríciaJUN 2024
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Introdução aos sintomas vasomotores

Este conteúdo foi produzido pela Afya em parceria com Astellas de acordo com a Política Editorial e de Publicidade do Portal Afya.

Os sintomas vasomotores (SVMs), mais conhecidos como fogachos ou calorões, são a principal causa pela qual a mulher procura o tratamento durante o climatério.1 Aproximadamente 80% das mulheres apresentam SVMs associados à menopausa, que são considerados os sintomas mais comuns e incômodos dessa fase.2 Esses sintomas impactam diversos aspectos da vida da mulher, incluindo sono, humor, concentração, energia, atividades sociais e sexuais.3 Portanto, é crucial que o ginecologista compreenda suas causas e esteja capacitado para aplicar o tratamento mais adequado em cada caso.

Os SVMs são descritos como ondas de calor, fogachos e suores noturnos, e podem ser classificados em:4

  • Leves: sensação de calor sem sudorese;
  • Moderados: sensação de calor com sudorese, sem interrupção das atividades;
  • Intensos: sensação de calor com sudorese, com interrupção das atividades.

A origem dos SVMs reside no cérebro, mais especificamente no hipotálamo, região responsável por regular a temperatura corporal. A abstinência e as oscilações dos níveis do estrogênio são o ponto central na fisiopatologia dos SVMs. Durante a perimenopausa, a menstruação torna-se cada vez mais irregular, e os níveis hormonais passam a sofrer alterações, principalmente os de estrogênio, que começam a flutuar. Essas alterações hormonais resultam no estreitamento da “zona termoneutra” na mulher, levando a episódios de ondas de calor. Normalmente inibido pelo estrogênio, um grupo de neurônios conhecidos como KNDy (kisspeptina, neurocinina B e dinorfina) fica hiperestimulado, levando à desregulação da temperatura corporal.5 Esse fenômeno faz com que até pequenos aumentos na temperatura corporal ativem mecanismos de dissipação do calor. O hipotálamo, por sua vez, recebe a informação de que a temperatura externa está elevada desencadeando, então, para resfriar o corpo, ondas de calor que frequentemente podem ser acompanhadas de sudorese.4

Em geral, um episódio de fogacho dura de 1 a 5 minutos, podendo, às vezes, se estender até uma hora em mulheres na menopausa, e ocorre várias vezes ao dia.6 Manifesta-se como uma sensação súbita de calor, que se inicia no rosto e no pescoço, seguido por intensa sudorese. A pele se enrubesce e sua temperatura aumenta devido à vasodilatação periférica. Associados a esses sintomas, podem ocorrer taquicardia, palpitações e ansiedade.2 Sem tratamento, os SVMs têm duração mediana de 7,4 anos.7

O tratamento dos SVMs começa com mudança no estilo de vida. Adotar alimentação saudável, praticar regularmente atividades físicas e cessar o tabagismo são medidas que auxiliam na redução dos episódios de “calores”.8 Além disso, ingerir bebidas geladas e evitar o consumo de álcool, comidas apimentadas e cafeína também são estratégias simples para diminuir o desconforto causado pelas ondas de calor.9

Quanto aos tratamentos medicamentosos, existem dois tipos de terapias aprovadas para manejo dos SVMs:

  • Terapia hormonal;
  • Terapia não hormonal.

A terapia hormonal (TH) com estrogênio é a primeira escolha de tratamento dos SVMs e outros sintomas associados à menopausa.9 Em mulheres não histerectomizadas, está indicado o uso combinado de um progestágeno, a fim de proteger o endométrio de hiperplasia e câncer.10

Para as pacientes com contraindicações à TH, os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN) são opções terapêuticas.11 A paroxetina é o ISRS aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para uso em pacientes com SVMs, e a venlafaxina, o IRSN que possui maior tolerância e que mostra redução da frequência e intensidade dos fogachos.10 Recentemente, foi aprovado pelo FDA e incorporado nas recomendações da Sociedade Norte-Americana de Menopausa (NAMS), o uso de fezolinetante como opção terapêutica (nível 1 de evidência) para o tratamento dos SVM.12 Essa nova medicação é um antagonista seletivo não hormonal do receptor da neurocinina-3. Ela bloqueia a ligação da neurocinina B nos neurônios KNDy, restaurando o equilíbrio do centro termorregulador do hipotálamo.

Contraindicações à TH:1

  • Câncer de mama (atual ou prévio)
  • Câncer de endométrio (atual ou prévio)
  • Doença arterial coronariana
  • Doença cerebrovascular
  • Porfirias
  • Sangramento vaginal de causa desconhecida
  • Lúpus Eritematoso Sistêmico com alto risco trombótico
  • Trombofilia ou passado de tromboembolismo venoso
  • Doença hepática grave e/ou descompensada

Ao atender uma paciente com fogachos, deve-se sempre realizar uma boa anamnese, seguida de exame físico completo, a fim de identificar possíveis contraindicações ao uso de TH. As ondas de calor são causa de intensa angústia na mulher2 e o ginecologista deve estar habilitado a prescrever o tratamento medicamentoso mais indicado para cada mulher, além de orientar sobre mudanças no estilo de vida.

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Em qual região do sistema nervoso se originam os SVMs?

A. Cerebelo

B. Hipotálamo

C. Tronco cerebral

D. Hipófise

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