A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou em Genebra, em 9 de outubro de 2026, um guia sobre desinstitucionalização psiquiátrica para gestores de hospitais psiquiátricos. O documento apoia os países na substituição de internações prolongadas pelo cuidado comunitário em saúde mental. Quase metade das pessoas nessas instituições permanece internada de forma involuntária por meses, anos ou décadas, isolada do convívio externo.
A desinstitucionalização busca devolver à comunidade quem passou seis meses ou mais em hospital psiquiátrico, com o suporte necessário. O guia foca em adultos nessa condição e exclui instituições para crianças e adolescentes e unidades forenses.

Guia orienta hospitais psiquiátricos a reduzir admissões e longas permanências
As ações se organizam em três frentes: reduzir admissões e estadias longas, mudar práticas para proteger direitos e apoiar a alta com retorno comunitário. Para a OMS, a desinstitucionalização psiquiátrica não depende só dos hospitais. Moradia, saúde, apoio social, educação, emprego e suporte às famílias são condições para uma vida estável na comunidade.
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Apenas 9% dos países respondentes concluíram a transição para o cuidado comunitário em saúde mental
Dados do Mental Health Atlas mostram que apenas 9% dos países respondentes concluíram a transição para o cuidado comunitário em saúde mental. Outras 53% das nações ainda estavam em estágio inicial, e a OMS classifica o progresso como desigual.
Além disso, 28% dos pacientes admitidos em hospitais psiquiátricos permaneceram internados por mais de seis meses. Esse grupo corresponde aos residentes de longa permanência, público prioritário das ações do guia.
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Qual o papel das pessoas com experiência vivida na reforma do cuidado?
O guia se alinha ao tema do Dia Mundial da Saúde Mental de 2026, Lived experiences heard: real voices, real change. Com ele, a OMS defende que pessoas com experiência vivida participem ativamente das decisões sobre políticas e serviços.
Segundo a agência, quem já esteve internado costuma ficar de fora do desenho das reformas. Assim, o documento contou com especialistas de vários países, entre eles pessoas que vivenciaram esse modelo de cuidado, e pode ser adaptado a realidades locais.
Em alusão ao Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a OMS conclama governos e serviços a acelerar a desinstitucionalização psiquiátrica. A entidade também pede que os novos sistemas sejam construídos com pessoas com experiência vivida, e não apenas para elas.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
Autoria

Giovanna Del Carlo
Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA Pós-graduada pela PUC Minas
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