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Bepirovirsen para hepatite B, diabetes distress e aposentadoria médica
No episódio de hoje, o Afya News aborda a aprovação do bepirovirsen para hepatite B crônica, a primeira diretriz da EASD sobre sofrimento emocional no diabetes e o alerta da OMS para o envelhecimento da força de trabalho médica.
Matérias citadas no episódio de hoje:
- FDA aprova tratamento inédito com bepirovirsen para hepatite B crônica
- EASD lança diretriz sobre sofrimento emocional no diabetes
- OMS alerta para aposentadoria de médicos e déficit global de profissionais de saúde
O que importa hoje: FDA aprova bepirovirsen para hepatite B crônica
A FDA aprovou o bepirovirsen, comercializado como Hibsago, primeiro oligonucleotídeo antissenso indicado para hepatite B crônica. A injeção subcutânea é administrada por até 24 semanas junto à terapia antiviral em adultos sem cirrose, com carga viral suprimida após pelo menos seis meses de antiviral e HBsAg de até 3.000 UI/mL. Em dois ensaios contra placebo, 24% dos pacientes tratados puderam suspender o antiviral.
O medicamento abre a perspectiva de cura funcional para parte dos pacientes que atualmente dependem de antivirais por anos. A seleção requer dosagem quantitativa do HBsAg. O rótulo alerta para lesão hepática grave, plaquetopenia, piora da função renal e vasculite, exigindo exames regulares. A aprovação nos Estados Unidos não representa registro automático no Brasil.
O que muda na prática: sofrimento emocional deve integrar o cuidado do diabetes
A Associação Europeia para o Estudo do Diabetes, EASD, publicou na Diabetologia sua primeira diretriz baseada em evidências sobre o sofrimento emocional no diabetes, conhecido como diabetes distress. A condição atinge 22% dos adultos com diabetes tipo 1 e cerca de 36% daqueles com diabetes tipo 2. A recomendação é abordar o tema em todas as consultas, utilizar escalas validadas, como PAID ou DDS, e realizar nova avaliação pelo menos uma vez por ano.
No diabetes tipo 1, o documento sugere intervenções psicológicas, monitorização contínua de glicose e sistemas automatizados de insulina. No tipo 2, indica abordagens psicológicas ou educacionais. Embora a certeza da evidência seja baixa, perguntar ativamente, aplicar uma escala, registrar os achados e pactuar um plano são condutas viáveis para incorporar o sofrimento emocional à rotina assistencial.
Radar: OMS alerta para aposentadoria de médicos e déficit global
Relatório da Organização Mundial da Saúde mostra que a densidade global de profissionais de saúde cresceu 52% em duas décadas, passando de 44,8 para 67,9 por 10 mil habitantes entre 2006 e 2025. Apesar desse avanço, quase um em cada quatro médicos tem mais de 55 anos e deve se aposentar na próxima década. Nos países de alta renda, a proporção se aproxima de um em cada três.
O déficit global é projetado em 11,1 milhões de profissionais até 2030, e 67 países não terão equipes suficientes para atender às necessidades da população. O envelhecimento da categoria médica, somado ao da população, aumenta simultaneamente a demanda assistencial e o risco de redução da força de trabalho. A OMS defende investimentos em planejamento, formação e retenção de profissionais.
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Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
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