![]()
Lúpus, agonistas de GLP-1 e dor no envelhecimento estão entre os destaques
Matérias citadas no episódio de hoje:
O que importa hoje: obinutuzumabe para lúpus eritematoso sistêmico
A Anvisa aprovou, em 13 de outubro, uma nova indicação para o obinutuzumabe, Gazya, no tratamento de adultos com lúpus eritematoso sistêmico ativo, de moderado a grave, com autoanticorpos positivos e em uso de terapia padrão. O anticorpo monoclonal anti-CD20 do tipo II promove depleção intensa e prolongada de linfócitos B. Segundo a agência, os benefícios incluem menor atividade da doença, menos exacerbações e redução sustentada do uso de corticosteroides.
Para os médicos, a aprovação amplia as opções terapêuticas para pacientes que permanecem com doença ativa, surtos recorrentes ou dependência de corticoide, apesar das terapias convencionais e biológicas disponíveis. A poupança de corticosteroides representa um ganho clínico relevante diante do dano orgânico cumulativo relacionado ao uso prolongado. Reumatologistas devem acompanhar a chegada do produto e os critérios de indicação.
O que muda na prática: alterações ungueais associadas aos agonistas de GLP-1
Um estudo multinacional de caso-controle apresentado no Congresso da EADV 2026, em Viena, comparou 575 usuários de agonistas do receptor de GLP-1 com 1.329 pessoas com diabetes tipo 2 ou obesidade que nunca utilizaram esses medicamentos. O descolamento ungueal foi relatado por 39% dos usuários, em comparação com 9% dos controles. A alteração da cor das unhas foi observada por 46% dos usuários e por 17% dos controles.
Um estudo complementar identificou mais relatos de queda de cabelo e vermelhidão no couro cabeludo entre os usuários. Para os médicos, os achados reforçam a importância de examinar unhas e couro cabeludo durante o acompanhamento. Como o estudo foi transversal e baseado em autorrelato, os resultados não comprovam causalidade. Os pacientes devem ser orientados a relatar essas alterações, geralmente benignas, sem interromper o tratamento por conta própria.
Radar: dor no envelhecimento em países com baixo IDH
Um estudo publicado na Nature Medicine analisou dados de dor autorrelatada de mais de 6,1 milhões de pessoas em 118 países. Os resultados indicaram que idosos de países com baixo Índice de Desenvolvimento Humano apresentam prevalência de dor significativamente maior do que aqueles que vivem em países com IDH alto. A partir dos 80 anos, a diferença chegou a 30,6 pontos percentuais para qualquer dor corporal, enquanto a dor lombar foi quase duas vezes mais frequente.
O achado sugere que a dor durante o envelhecimento pode estar subestimada em contextos de menor desenvolvimento, nos quais muitos casos não chegam ao diagnóstico. Tabagismo, obesidade e baixa renda explicaram uma parcela menor dessa carga nesses países. Os autores mencionam a sobrecarga ocupacional e o acesso limitado ao tratamento da dor como possíveis fatores associados.
Esse foi o Afya News de hoje! Para acompanhar diariamente as principais atualizações médicas com análise especializada, inscreva-se no Afya News no Spotify e YouTube. Até o próximo episódio!
Autoria
Redação Afya News
Podcasts e videocasts produzidos com curadoria médica especializada, conduzida pelo Dr. Guilherme Rodrigues (CRM-RJ 1049461 | RQE 37692), chefe do Departamento de Catarata do Instituto Benjamin Constant (RJ) e Editor-Chefe de Conteúdo Médico da Afya Educação Médica, além de Professor do curso de Inteligência Artificial da Afya. Todo o conteúdo é gravado com apoio de tecnologias de Inteligência Artificial, assegurando eficiência produtiva, qualidade técnica e escalabilidade, sem abrir mão do rigor científico e da relevância clínica.
Como você avalia este conteúdo?
Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.