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Pneumologia3 novembro 2026

EUA aprovam nova terapia para papilomatose respiratória recorrente

Imunoterapia com plasmídeos de DNA reduz a frequência de cirurgias na papilomatose respiratória recorrente, mas ainda depende de estudo confirmatório.

A FDA, agência regulatória dos EUA, concedeu em 30 de outubro de 2026 aprovação acelerada ao Voceryq para adultos com papilomatose respiratória recorrente. Segundo a agência, é a primeira imunoterapia baseada em DNA plasmidial aprovada no país, com base na redução da frequência de cirurgias para remoção de papilomas.

A aprovação acelerada se baseia em desfecho intermediário, e a fabricante Inovio ainda precisa confirmar o benefício clínico em estudo posterior. O medicamento recebeu também as designações de terapia inovadora e de medicamento órfão.

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Aprovação pelo FDA de nova terapia para papilomatose respiratória recorrente

Sete de 26 pacientes ficam um ano sem cirurgia para remoção de papilomas

O estudo aberto RRP-001 incluiu 32 adultos, enquanto a análise de eficácia da bula usou os 26 com três ou mais cirurgias nos 12 meses anteriores ao tratamento. Desses, 7 (27%; IC 95%: 12%–48%) não necessitaram de nova excisão cirúrgica de papilomas durante os 12 meses após o tratamento, desfecho primário de eficácia.

Segundo o artigo da Nature Communications, com resultados dos 32 participantes, 81% fizeram ao menos uma cirurgia a menos que no ano anterior. Já 28% ficaram sem cirurgia no ano após a primeira dose. O estudo, financiado pela Inovio, teve braço único e não usou placebo. 

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Como a imunoterapia de DNA plasmidial para papilomatose respiratória recorrente é administrada?

Na papilomatose respiratória recorrente, o HPV-6 e/ou HPV-11 podem persistir nos tecidos após a remoção dos papilomas, o que leva a cirurgias repetidas. Os plasmídeos do medicamento codificam antígenos virais e interleucina-12 (IL-12), para induzir resposta imune contra células infectadas.

A dose de 1 mL (6,25 mg/mL) é intramuscular, a cada três semanas, em quatro doses, com eletroporação pelo CELLECTRA 5PSP. Antes da primeira dose, a bula orienta redução cirúrgica dos papilomas visíveis (debulking) para minimizar a doença residual.

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Reações adversas mais comuns ocorrem no local da injeção

Na bula, reação no local da injeção ocorreu em 34% dos pacientes, seguida de cefaleia (19%) e fadiga (16%). Assim, é recomendado observação mínima de 30 minutos após cada dose.

A eletroporação pode provocar contrações musculares, sangramento transitório e reações vasovagais. Portanto, deve-se evitar deltoide ipsilateral a cardiodesfibrilador ou marca-passo e áreas com implante metálico.

A FDA exige estudo confirmatório com ao menos 50 pacientes adultos e pediátricos com papilomatose respiratória recorrente. O número de cirurgias para remoção de papilomas será avaliado por no mínimo três anos após o tratamento, com término em dezembro de 2031. Assim, se o benefício não se confirmar, a aprovação pode ser retirada.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Giovanna Del Carlo

Giovanna Del Carlo

Editora de Conteúdo da Afya. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Pós-graduada pela PUC Minas.

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