O estudo internacional Krascendo 1, publicado em 25 de outubro de 2026 no New England Journal of Medicine, mostrou que o divarasibe reduziu em 44% o risco relativo de morte em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado ou metastático e mutação KRAS G12C, previamente tratados. O medicamento foi comparado aos inibidores sotorasibe ou adagrasibe.
O ensaio clínico de fase 3 foi randomizado e aberto, com 338 adultos recrutados em 151 centros de 26 países. Todos apresentavam progressão após tratamento sistêmico prévio, e os participantes receberam divarasibe oral, 400 mg ao dia, ou tratamento controle.

Ensaio clínico avalia sobrevida global
A sobrevida global mediana foi de 17,7 meses com divarasibe e 12 meses no grupo controle (HR 0,56; IC 95% 0,41–0,78; p<0,001), diferença de 5,7 meses. A sobrevida em 12 meses alcançou 67,1% e 49,2%, respectivamente.
O desfecho primário, sobrevida livre de progressão, atingiu mediana de 9,8 meses com divarasibe e 5,7 meses com os comparadores (HR 0,58; IC 95% 0,44–0,76; p<0,001). A resposta tumoral confirmada ocorreu em 58,4% e 32,3% dos pacientes avaliáveis.
Entre os pacientes que responderam ao tratamento, a duração mediana da resposta foi de 11,9 meses com divarasibe, contra 6,9 meses no grupo controle. As taxas de resposta completa foram de 4,3% e 3,6%, respectivamente.
Os participantes haviam apresentado progressão após tratamento sistêmico prévio, incluindo quimioterapia à base de platina e imunoterapia. Todos tinham estado funcional ECOG 0 ou 1 e não haviam recebido inibidores de KRAS G12C. Pacientes com metástases cerebrais ativas ou não tratadas foram excluídos.
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Eventos adversos diferem entre terapias-alvo
Eventos adversos relacionados ao tratamento de graus 3 ou 4 ocorreram em 24,6% dos pacientes com divarasibe e 34,5% no controle. Diarreia, náuseas e vômitos foram mais frequentes com divarasibe, enquanto alterações hepáticas foram menos frequentes.
A interrupção definitiva por eventos relacionados ao tratamento ocorreu em 4,8% e 11,7%, respectivamente. Esses dados indicam perfis de toxicidade distintos, apesar da menor proporção de eventos graves relacionados ao medicamento experimental.
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Limitações do estudo e próximos passos do tratamento
A população tinha idade mediana de 66 anos; 95,3% apresentavam adenocarcinoma. Pacientes com metástases cerebrais ativas ou não tratadas foram excluídos, e somente 15 participantes receberam adagrasibe. O estudo foi financiado pela Roche, que colaborou na análise dos resultados.
Os pesquisadores também investigam divarasibe em outros cenários clínicos, incluindo associação com pembrolizumabe. Os achados atuais se aplicam à doença avançada ou metastática com mutação KRAS G12C e tratamento prévio. O divarasibe permanece investigacional e ainda depende de avaliação regulatória para eventual incorporação à prática clínica.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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