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Oncologia10 fevereiro 2025

Metástase recorrente em mulheres diagnosticadas com câncer de mama

Estudo buscou identificar a proporção de recorrência de câncer de mama em mulheres inicialmente diagnosticada com doença localizada, avaliando padrões na prática clínica
Por Lethícia Prado

Esse estudo buscou identificar, através de revisão sistemática e metanálise, a proporção de recorrência de câncer de mama em mulheres inicialmente diagnosticada com doença localizada, avaliando padrões na prática clínica.  

Considerando a alta incidência da doença no mundo, com dados mostrando 2,3 milhões de novos casos e aproximadamente 700 mil mortes em 2022 e múltiplas linhas de tratamento que garantem importante sobrevida em pacientes com doença metastática, a prevalência do câncer de mama continua a aumentar de forma constante, chegando a 8,2 milhões no mundo.   

Uma vez que os dados registrados se referem principalmente ao diagnóstico e períodos de acompanhamento relativamente curtos, a prevalência da doença metastática permanece em parte desconhecida.  

Saiba mais: Polimorfismos de nucleotídeos únicos associados a metástases de câncer de mama

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Métodos 

Foram pesquisados artigos publicados entre janeiro de 2010 e maio de 2022 e incluídos aqueles que avaliavam proporção de recorrência à distância, com informações estatísticas suficientes, que incluíam mulheres de qualquer idade com diagnostico de câncer de mama invasivo não metastático e que estavam completos e em língua inglesa, excluindo-se ensaios clínicos randomizados, sendo ao final incluídos 193 estudos. 

Resultados 

Quanto ao estágio no momento do diagnóstico, a proporção global de recorrência foi de 5,9% nas pacientes com doença em estágio inicial e 34,5% naquelas localmente avançadas.  

No que diz respeito ao status do receptor hormonal, aquelas com RH positivo apresentaram recorrência em torno de 9,9% dos casos enquanto as pacientes com RH negativo chegaram a taxas de 17,7% de recorrência. 

O estudo mostra também que houve aumento nas proporções de recorrências conforme o tempo de seguimento, com proporções globais chegando a 23,3% após mais de 10 anos de follow up, com diferenças também entre as regiões do mundo, com índices em torno de 11% na Europa e 26% em países africanos.  

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Quanto ao índice de recorrência de acordo com a idade da paciente ao diagnóstico, foi evidenciado maiores proporções em pacientes jovens, o que pode ser justificado pela maior agressividade dos tumores frequentemente diagnosticados nessa população, de crescimento mais rápido e, muitas vezes, triplo negativos, associado também ao atraso no diagnóstico, uma vez que esse grupo não está incluído nos programas de rastreio. 

Uma das limitações trazidas pelos autores é a análise de pacientes com doença HER2 positiva, tendo em vista que poucos estudos analisados relataram o status de HER2. 

Os autores concluem que essa revisão apresenta uma visão geral sobre recorrência à distância em pacientes diagnosticas com câncer de mama inicialmente localizado, com maiores dados referentes àquelas com menos de 50 anos e doença HER2 negativo, enfatizando a importância de futuros estudos com grande base populacional. 

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