Uma mulher de 28 anos sofreu traumatismo cranioencefálico por contragolpe ao andar de montanha-russa em um parque de Vinhedo (SP), em 20 de abril. No hospital, os exames mostraram hematoma subdural frontal e edema cerebral.
O laudo médico anexado ao inquérito policial atribui a lesão a movimentos bruscos de aceleração e desaceleração durante o trajeto da montanha-russa.

Como ocorreu lesão cerebral sem impacto direto?
No traumatismo cranioencefálico por contragolpe, a lesão se localiza em região cerebral oposta ao local do impacto ou à direção do movimento traumático. O cérebro pode ser lesionado mesmo sem choque direto da cabeça, ao se deslocar dentro do crânio sob forças intensas.
Acelerações e desacelerações bruscas, somadas à rotação do crânio, podem romper vasos cerebrais. O resultado é hemorragia intracraniana seguida de edema cerebral, quadro identificado nos exames da paciente.
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Paciente com hematoma subdural soma sete cirurgias em cinco meses
A gravidade do caso exigiu craniectomia descompressiva, com retirada de parte da calota craniana para acomodar o cérebro edemaciado. A paciente ficou internada por 57 dias e recebeu uma válvula de drenagem liquórica nesse período.
Os laudos descartaram malformação arteriovenosa congênita e AVC espontâneo, relacionando o quadro ao trauma do passeio. Cinco meses após o episódio, a família relata perda de movimentos no hemicorpo esquerdo, dificuldade na fala e falhas de memória. Ao todo, foram sete cirurgias, além da reabilitação que segue com fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.
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Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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