Pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, associaram a cessação do tabagismo a menor risco de demência em coorte americana seguida por até 25 anos. Na Neurology, em junho de 2026, os autores indicam que o ganho de peso pós-cessação modula esse efeito e o declínio cognitivo. As evidências anteriores sobre o tema eram escassas e inconsistentes.
A análise incluiu 32.802 adultos sem demência do Health and Retirement Study, com idade média de 60,5 anos. Tabagismo e peso foram avaliados a cada dois anos, e o seguimento registrou 5.868 casos de demência.

Ex-fumantes têm HR de 0,84 para demência em relação a fumantes
Quem parou de fumar durante o seguimento teve HR de 0,84 (IC 95% 0,73 a 0,95) em comparação com fumantes ativos. O menor risco aproxima esse grupo de quem parou antes do estudo (HR 0,79) e de nunca fumantes (HR 0,75).
O risco caiu com o tempo sem fumar e se estabilizou por volta de sete anos, perto do nível de nunca fumantes. Depois desse ponto, os intervalos de confiança se ampliam, e os autores recomendam cautela.
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Ganho de peso pós-cessação atenua a redução do risco
O benefício se limitou a quem manteve o peso (HR 0,83) ou ganhou até 5 kg (HR 0,73) nos dois anos após a cessação. Com ganho de 5,1 a 10 kg, o HR de 0,87 não teve significância estatística, o que indica ausência de redução do risco. Acima de 10 kg, o HR foi de 1,33, também sem significância e sem redução do risco.
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Como fica o declínio cognitivo após parar de fumar?
Entre 3.419 ex-fumantes com avaliações repetidas, não houve melhora cognitiva abrupta após a cessação do tabagismo. O declínio cognitivo, porém, ficou cerca de 15% mais lento que o dos fumantes, com diferença de 0,19 ponto por década.
Com peso estável ou ganho de até 5 kg, a desaceleração chegou a cerca de 20%. Acima de 5 kg, não houve diferença clara em relação aos fumantes.
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Para os autores, programas de cessação do tabagismo devem incluir estratégias que limitem o ganho de peso pós-cessação. Como o estudo é observacional, a causalidade não pode ser estabelecida.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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