A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou que a poliomielite ainda representa risco de reintrodução nas Américas, apesar de a região completar 35 anos sem casos causados pelo poliovírus selvagem. O alerta considera as lacunas na cobertura vacinal e a necessidade de fortalecer a vigilância epidemiológica.
O último caso de poliomielite por vírus selvagem na região ocorreu em 1991, no Peru. Em 1994, as Américas receberam a certificação de eliminação da transmissão do vírus. Entretanto, a circulação em outros países mantém o risco de importação.

Cobertura vacinal permanece abaixo da meta de 95%
Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina inativada poliomielite (VIP) alcançou 91%, contra 86% em 2024. A segunda dose passou de 87% para 89%, enquanto a terceira chegou a 87%, ante 85% no ano anterior. Os números correspondem ao conjunto das Américas, e não especificamente ao Brasil.
Apesar da recuperação, nenhuma das três doses atingiu a meta de 95% recomendada pela OPAS. A diferença evidencia a necessidade de ampliar a imunização e completar os esquemas vacinais para reduzir a vulnerabilidade das crianças.
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Vigilância da paralisia flácida aguda apresenta lacunas
As Américas registraram 0,85 caso de paralisia flácida aguda (PFA) por 100 mil crianças menores de 15 anos no último ano, abaixo da meta mínima de um caso por 100 mil.
A PFA caracteriza-se pela perda súbita de força muscular e pode ter diferentes causas. Sua investigação permite identificar possíveis infecções por poliovírus. O indicador abaixo da meta sinaliza a necessidade de melhorar a sensibilidade dos sistemas de vigilância.
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Poliovírus selvagem ainda circula em dois países
Até 20 de outubro de 2026, foram notificados 48 casos de poliovírus selvagem no mundo, sendo 42 no Afeganistão e seis no Paquistão, países onde a transmissão permanece endêmica.
A OPAS ressalta que o vírus pode provocar paralisia irreversível e que 5% a 10% das pessoas com a forma paralítica morrem por comprometimento dos músculos respiratórios. Sem tratamento curativo, a vacinação e a identificação precoce de casos suspeitos permanecem essenciais.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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