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Infectologia16 outubro 2026

Tratamento do HIV: estudo testa novo tratamento injetável quadrimestral no Brasil

Ensaio de fase 3 em andamento avalia formulações de cabotegravir e rilpivirina em pacientes já com carga viral suprimida
Por Luciano Lucas

O estudo CUATRO, ensaio internacional de fase 3, avalia no Brasil um tratamento injetável contra HIV com aplicações quadrimestrais. A pesquisa usa formulações ultralongas de cabotegravir e rilpivirina, já aplicadas no país e terá acompanhamento até 2029. O objetivo é verificar se o intervalo maior preserva o controle viral com segurança e eficácia.

O ensaio deve reunir cerca de 564 voluntários em vários países, amostra que antecede uma eventual aprovação. No Brasil, há 65 participantes e cinco em triagem.

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O que o estudo CUATRO avalia em pessoas com HIV?

Os dois antirretrovirais já têm versões prolongadas aprovadas no exterior para intervalos menores. No grupo quadrimestral, cada ciclo reúne duas injeções intramusculares, com exames laboratoriais e eletrocardiogramas para vigiar efeitos adversos.

Só participam pacientes com carga viral já suprimida. Assim, a formulação é testada como alternativa, não como primeira opção, e resultados positivos valerão de início apenas para esse perfil.

O desfecho principal é a proporção de participantes com carga viral de 50 cópias/mL ou mais. O indicador mostrará se o esquema mantém a segurança e a eficácia do regime atual.

Saiba mais: Novas recomendações da OMS para tratamento de HIV e PrEP

Cabotegravir e rilpivirina injetáveis permanecem fora do SUS

A Anvisa já aprovou os injetáveis de cabotegravir e rilpivirina para parte das pessoas com HIV, mas eles não estão no SUS. A oferta pública exige análise da Conitec e decisão do Ministério da Saúde.

Hoje, a rede pública oferece sobretudo esquemas orais diários, capazes de tornar a carga viral indetectável. Mantida essa condição, não há transmissão sexual, tornando a condição indetectável e intransmissível.

Os primeiros resultados principais do estudo CUATRO devem sair antes do fim desse acompanhamento. Mesmo com desfecho favorável, o tratamento injetável contra HIV dependerá de avaliação regulatória e incorporação específica para chegar ao SUS.

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Luciano Lucas

Luciano Lucas

Editor de conteúdo da Afya. Jornalista formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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