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InfectologiaMAR 2024

Terapias medicamentosas em casos de dengue: pontos de atenção!

Um estudo demonstrou que uma dose única de metilprednisolona seria eficaz no tratamento da dengue, mas a OMS e o CDC não recomendam o uso.
Segundo projeções do Ministério da Saúde, o Brasil deve registrar 149% mais casos de dengue em 2024 que o contabilizado no pior ano da série histórica até então. A infecção pelo vírus dengue (DENV) pode causar um amplo espectro clínico e cursar com quadros leves, até quadros graves, com choque e óbito.  Veja também: Febre de Oropouche e dengue: semelhanças e diferenças

Antitérmicos 

De uma forma geral, a primeira manifestação é a febre, que tem duração de 2 a 7 dias, geralmente alta (39ºC a 40ºC), de início abrupto, associada a cefaleia, adinamia, mialgia e artralgia. O paciente também pode apresentar náusea, inapetência, vômito e diarreia. O exantema pode acontecer em até metade dos pacientes, é predominantemente maculopapular, pode ser pruriginoso e, em geral, surge na defervescência.   

Anti-inflamatórios e corticoides 

Após a fase febril (entre três e sete dias do início da doença), grande parte dos pacientes se recupera progressivamente. Porém, é nesse momento que os sinais de alarme podem aparecer. Eles resultam do aumento da permeabilidade vascular, o que marca o início de uma evolução desfavorável que pode evoluir para o choque.   Não existe tratamento específico contra o DENV até o momento. Assim, a hidratação adequada e o controle dos sintomas são os pilares do tratamento atual. É fundamental também atenção para não prescrever medicações visando o controle de sintomas, mas que podem fazer com que o paciente evolua de forma desfavorável pela interferência na cascata de coagulação. São eles os salicilatos, anti-inflamatórios não esteroidais e corticoides. Apesar de um estudo ter demonstrado que uma dose única de metilprednisolona seria eficaz no tratamento da dengue, a OMS e o CDC não recomendam o uso dessa medicação.    Saiba mais: Estudo indica que infecção materna por zika aumenta risco de TEA

Antiagregantes plaquetários e anticoagulantes 

Em algumas situações, como angioplastia coronariana, fibrilação atrial aguda, uso de prótese cardíaca metálica, a despeito da trombocitopenia, o risco de complicações trombóticas pode ser maior que o de sangramento. Nesses casos, a manutenção ou início de antiagregantes plaquetários, salicilatos e anticoagulantes deve ser avaliada levando-se em consideração o risco de trombose, a plaquetometria do paciente e a possibilidade de observação do paciente em leito hospitalar.  
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Referências bibliográficas

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