O novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 15 de outubro, aponta estabilização ou oscilação dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil. Sergipe é o único estado com incidência em nível de alerta e tendência de crescimento nas últimas seis semanas. A análise considera a Semana Epidemiológica (SE) 40, de 4 a 10 de outubro.
O aumento em Sergipe ocorre principalmente entre crianças menores de 2 anos e está associado ao metapneumovírus. Em nível nacional, esse é o único vírus respiratório com tendência de crescimento entre os casos confirmados de SRAG.

Metapneumovírus apresenta aumento em nove estados
Segundo o levantamento, o crescimento dos casos de SRAG associados ao metapneumovírus ocorre em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe.
Outros seis estados apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento nas últimas seis semanas: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina.
Entre as capitais, Aracaju, Boa Vista, Cuiabá, Florianópolis, João Pessoa e Porto Alegre apresentam níveis elevados de incidência, porém sem sinal de aumento sustentado.
Brasil registra mais de 163 mil casos de SRAG em 2026
Ao longo de 2026, foram notificados 163.241 casos de SRAG no país. Desse total, 87.618 (53,7%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus respondeu por 53% dos casos positivos, seguido pelo vírus sincicial respiratório (14,3%), influenza B (5,7%), SARS-CoV-2 (4,8%) e influenza A (2,8%).
Entre os óbitos com identificação desses vírus, o rinovírus também apresentou a maior proporção (35,5%), seguido por influenza B e VSR, ambos com 14,5%, SARS-CoV-2 (13,6%) e influenza A (6,4%).
Crianças e idosos concentram maior impacto da SRAG
A análise das últimas oito semanas mostra maior incidência de SRAG em crianças de até 2 anos, principalmente por rinovírus, VSR e metapneumovírus.
Já a mortalidade apresenta maior impacto na população com 65 anos ou mais, especialmente por infecções associadas ao VSR, rinovírus e influenza A.
Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.
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