Logotipo Afya
Anúncio
Infectologia23 outubro 2026

França confirma primeiro caso humano de infecção pelo vírus Shamonda

Paciente imunossuprimido apresentou alterações neurológicas. Saiba o que se conhece sobre o vírus Shamonda, a transmissão e os riscos.
Por Gabriela Costa

Autoridades francesas confirmaram, em 22 de outubro de 2026, a primeira infecção humana documentada pelo vírus Shamonda, identificada em um paciente com imunossupressão grave. O paciente morreu no início de outubro. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) acompanha o episódio, enquanto investigadores apuram como ocorreu a infecção e se o vírus contribuiu para o óbito.

O vírus circulava em animais havia décadas, mas não existiam registros de infecção humana. Segundo o  Institut national de la santé et de la recherche médicale (Inserm), sintomas neurológicos motivaram análises genômicas, posteriormente confirmadas em amostras coletadas em datas diferentes.

Complicações neurológicas seguem sob investigação

O Inserm considera muito provável que as complicações cerebrais observadas no paciente tenham relação com o vírus Shamonda. Essa avaliação não estabelece, porém, que a infecção tenha causado sua morte. As autoridades destacam que o caso ocorreu em uma pessoa particularmente vulnerável a infecções e complicações.

Transmissão por Culicoides é hipótese para o caso

O vírus pertence ao gênero Orthobunyavirus e costuma ser transmitido entre animais por pequenos insetos picadores do gênero Culicoides. A espécie específica de mosquito envolvida na transmissão, neste caso, ainda é desconhecida. 

Para o caso humano, a principal hipótese é uma picada no leste da França, região com circulação animal registrada em 2026. A forma de contaminação ainda não foi confirmada. O Inserm informa que não foi observado sinal de transmissão entre pessoas.

O vírus foi identificado em animais de criação europeus pela primeira vez no verão de 2026. Os bovinos são considerados os principais hospedeiros entre as espécies animais que podem ser infectadas, mas também foram relatados casos em cavalos, ovelhas e cabras. O ECDC relata detecções em diversos países, incluindo França, Alemanha, Espanha e Portugal. As autoridades francesas notificaram organismos internacionais e mantêm investigações clínicas, biológicas e epidemiológicas. 

Até o momento, não foi identificado risco sanitário para a população geral. O papel potencial dos ruminantes domésticos, dos animais selvagens e dos vetores insetos como reservatórios do vírus, bem como a sua contribuição para a manutenção da sua circulação, ainda precisa ser determinado.

Saiba mais: Febre do Nilo Ocidental: o que precisamos saber? 

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Gabriela Costa

Gabriela Costa

Jornalista em formação pela Universidade Federal Fluminense.

Como você avalia este conteúdo?

Sua opinião ajudará outros médicos a encontrar conteúdos mais relevantes.

Compartilhar artigo

Referências bibliográficas

Newsletter

Aproveite o benefício de manter-se atualizado sem esforço.

Anúncio

Leia também em Infectologia