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Ginecologia e ObstetríciaJUN 2024

SGORJ 2024: Manejo das lesões cervicais

Diversos congressistas discutiram o manejo e tratamento das lesões cervicais em diferentes cenários.

No primeiro dia do 48º congresso da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do RJ e 27º Trocando Ideias (congresso regional de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia) tivemos uma mesa redonda sobre o Manejo das Lesões Cervicais em diversos cenários. 

Discussões

O Dr Júlio Possati, responsável pelo ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do Hospital do Amor (Barretos, SP) discutiu a necessidade de um manejo mais conservador nas colpocitologias de baixo risco (ASC-US e Lesão intraepitelial de baixo grau) descritas em diversos protocolos internacionais, uma vez que a maioria dos casos não está associada à doença relevante do colo uterino.

Dr Júlio também comentou em outra aula sobre a indicação da necessidade da colposcopia imediata frente a um resultado colpocitológico de ASC-H pois a ocorrência de lesão precursora ou câncer descrita na literatura é variável porém alta merecendo investigação independente do resultado do teste de HPV. O mesmo também frisou que diversas situações benignas podem levar a resultados falso positivos para o ASC-H como a presença de metaplasia imatura e atrofia. Assim em pacientes pós-menopausa, há consenso na literatura sobre a necessidade da estrogenização antes de nova coleta de material ou antes da investigação colposcópica. 

O Dr Fábio Russomano, chefe do ambulatório de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia do Instituto Fernandes Figueira/FIOCRUZ discorreu sobre o papel da biópsia nas colpocitologias com lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). Apesar de se observar na prática clínica o uso inadvertido da biópsia, as situações em que há consenso na literatura para realização da biópsia com o preventivo de HSIL são: na suspeita de invasão, discordância de achados colposcópicos, nas mulheres até 24 anos em que o diagnóstico de neoplasia intraepitelial cervical grau 2 nos permite uma conduta conservadora e antes de tratamentos destrutivos. 

SGORJ 2024: Quando o ginecologista deve investigar o canal anal e como?

A Drª Yara Furtado, professora de ginecologia da UFRJ e UNIRIO, nos apresenta uma revisão de literatura recente sobre o adenocarcinoma cervical HPV independente que representa cerca de 20% dos casos de adenocarcinoma e, até o presente momento, não há evidências para tratamento ou seguimento diferente destes casos em que não há associação com o HPV.  

A Drª Filomena Aste, professora colaboradora de ginecologia da UFRJ, fala sobre o valor da colposcopia no seguimento de pacientes com margens cirúrgicas comprometidas e a literatura corrobora o benefício do exame neste cenário. 

Considerações finais

É importante que haja uma análise de risco frente aos diversos resultados colpocitológicos para que as pacientes possam ser encaminhadas corretamente para investigação (não cabendo repetição citológica) ou para um manejo conservador evitando-se também iatrogenias. 

Fique por dentro dos destaques do 48° congresso da SGORJ!

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