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InfectologiaABR 2024

Vacina contra HPV será em dose única no SUS

Decisão foi tomada com base em estudos e recomendações de órgãos internacionais. Veja mais detalhes sobre a vacinação.
A fim de aumentar a cobertura vacinal e proteção contra o câncer de colo de útero na população, além de outras complicações associadas ao HPV, o Ministério da Saúde anunciou um novo esquema de vacinação em dose única para a vacina contra o HPV.  A vacina contra o HPV continua sendo indicada principalmente para meninas e meninos de 9 a 14 anos, outros públicos incluem pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas específicas (vivendo com HIV/Aids, transplantados, imunossuprimidos, vítimas de abuso sexual e portadores de papilomatose respiratória recorrente). 

Nova esquema vacinal 

O novo esquema instituído através da Nota Técnica nº 41 segue as recomendações mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No documento o ministério também instrui que estados e municípios realizem uma estratégia de resgate de adolescentes de até 19 anos que ainda não foram imunizados.  Na nota do Ministério da Saúde consta que estudos de controle demonstraram que a vacinação em dose única “fornece um nível de proteção semelhante ao esquema de vacinação de três doses na prevenção de infecções por HPV-16/18; o nível de proteção foi mantido até pelo menos 10 anos após a vacinação”.  Veja também: Sífilis, HPV, Clamídia e Gonorreia: profilaxia [vídeo] 

Câncer de colo de útero 

A vacina contra infecção pelo papiloma vírus (HPV) oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é quadrivalente, protegendo contra os tipos 6 e 11 (responsáveis por cerca de 90% dos casos de verrugas genitais) e 16 e 18 (associados a 71% dos casos de câncer de colo de útero e a mais da metade dos casos de outros cânceres relacionados ao HPV).  De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente e a quarta causa de morte de mulheres por câncer. No mundo, estima-se que sejam registrados anualmente 570 mil novos casos e 311 mil mortes associadas. *Este artigo foi revisado pela equipe médica do Portal.
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