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Cirurgia24 dezembro 2024

Retrospectiva 2024: Diretrizes cirúrgicas

Em 2024, o Portal Afya trouxe os principais guidelines e diretrizes publicados no ano sobre cirurgia. Confira agora!
Por Redação Afya

Em 2024, o Portal Afya trouxe os principais guidelines e diretrizes publicados no ano sobre cirurgia. Entre eles, o novo guideline para ressucitação volêmica no grande queimado, novo guideline europeu para hemorragia grave no trauma, atualizações no tratamento do câncer retal e mais!

  1. Novo guideline para ressuscitação volêmica no grande queimado

A abordagem terapêutica do grande queimado (GQ), adultos com queimaduras de 2º grau com superfície de corporal queimada (SCQ) ≥ 20%,  permanece sendo desafiadora, sobretudo nas primeiras 48 horas, consideradas definidoras de desfechos como estabilidade hemodinâmica e manutenção da função renal. Um dos aspectos mais importantes nesse período é a realização de ressuscitação volêmica (RV) efetiva, visando atenuar a depleção volumétrica intravascular e consequentemente hipoperfusão tecidual, efeitos agudos observados no GQ. Um desafio nesse manejo consiste em encontrar o tênue limiar entre realizar RV que evite falência orgânica sem promover hiperidratação e complicações relacionadas ao edema, como síndrome compartimental ou edema pulmonar.  Objetivando esclarecer a melhor abordagem nesse contexto, a Associação Americana de Queimaduras publicou recentemente um novo guideline com recomendações fundamentadas no melhor nível de evidência literária disponível. 

      2. Recomendações do novo guideline europeu para hemorragia grave no trauma

O trauma é um importante problema de saúde pública, sendo responsável por cerca de 8% do total de mortes anualmente. Sangramentos graves e coagulopatia decorrentes do trauma estão entre os principais mecanismos envolvidos na falência múltipla de órgãos e morte, sendo, por isso, fundamental diagnosticar e tratar precoce e efetivamente essas condições.  

3. Principais atualizações no tratamento do câncer retal

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer colorretal é o 3º mais frequente no Brasil, sem contar os cânceres de pele não melanoma. O risco estimado para o triênio 2023 a 2025 corresponde a cerca de 21,10 casos por 100 mil habitantes.  Nos Estados Unidos, é a segunda maior causa de morte por câncer. Aproximadamente 1/3 dos cânceres colorretais ocorrem no reto. O tratamento dessa doença está em constantes mudanças e melhorias. O National Comprehensive Cancer Network (NCCN) publicou em agosto de 2024 as atualizações em destaque nas suas diretrizes.

4. Recomendações de terapia neoadjuvante para câncer de reto

O tratamento do câncer é sempre desafiador e está em constante mudança e aperfeiçoamento. No caso dos acometimentos no reto, especialmente adenocarcinoma de reto médio e baixo, a terapia neoadjuvante com quimioterapia (QT) e radioterapia (RT) está bem estabelecida, mas as diretrizes nacionais, guiadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), e as internacionais divergem em alguns pontos específicos em relação à aplicabilidade da neoadjuvância em diferentes estágios da doença. Um artigo alemão [1] avaliou 19 diretrizes de vários países, incluindo a da SBCO com o objetivo de comparar determinadas recomendações com as evidências existentes e usadas para tal recomendação.

 

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