O assunto de como abordar dificuldades técnicas durante colecistectomias videolaparoscópicas, continua a ser um tema relevante no American College of Surgeons Clinical Congress (ACSCC 2020). A mesa “PS413-How To Do a Difficult Gallbladder” realizou uma abordagem bastante interessante sobre o assunto.
A nova tecnologia de verde de indocianina parece ajudar no melhor entendimento da anatomia e melhor julgamento, visto que 97% das lesões das vias biliares são por erro de interpretação da anatomia pelo cirurgião, Prof Raul J. Rosenthal abordou este assunto.
Colecistectomias videolaparoscópicas
Sobre a colecistectomia aberta, Bruce D. Schirmer deu dicas de como abordar uma provável conversão cirúrgica, visto que a grande maioria dos pacientes são inicialmente tratados por vídeo. A mais importante dica da aula: uma vez com dificuldade técnica de acesso a vesícula biliar, a dissecção deve começar superiormente e de lateral para medial afim de evitar lesão de colón ou duodeno. Além disto, em caso de lesões de vias biliares a mesma não deve ser reparada naquele momento.
Abordado parcialmente por Dr. Schimer, porém detalhado pela Profa. Kimberly S. Kirkwood, a colecistectomia parcial é uma opção viável e deve ser realizada em casos de grande dificuldade técnica, uma vez que o maior objetivo da cirurgia é a retirada dos cálculos. Uma vez feito isto, o processo inflamatório irá resolver.
O fechamento do coto infundibular não é mandatório, porém a drenagem deve ser ampla. A Dra Kirkwood apresenta a sua forma de drenagem onde coloca um dreno dentro do infundíbulo de vesícula e outro sentinela. Caso haja drenagem de conteúdo bilioso seus pacientes são encaminhados para CPER e realização de papilotomia.
Para levar para casa
Além da necessidade do “Critical View of Surgery” tão proclamado ultimamente, é fundamental saber que nem sempre teremos este tipo de visualização afim de completar a cirurgia, e uma colecistectomia parcial pode ser a melhor alternativa.
Como falado na aula do Prof. Rosenthal, as novas tecnologias, como o verde de indocianina, são uma evolução, sem necessariamente causar uma revolução do aparato cirúrgico.
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Referência bibliográfica:
- American College of Surgeons Clinical Congress. https://www.facs.org/clincon2020
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