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Carreira18 março 2024

Novas diretrizes para serviços médicos ambulatoriais de atendimento ao colaborador

Resolução 2.376/2024 do CFM visa proteger a saúde ocupacional dos trabalhadores e valorizar a atuação médica
Os serviços de saúde ambulatoriais para trabalhadores devem ser registrados no Conselho Regional de Medicina (CRM) da área em que operam, conforme estipulado pela Resolução CFM 2.376/2024. Outra mudança trazida pela norma, que está em vigor desde o dia 18 de janeiro, é que o médico responsável pelo Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) deverá registrar cada programa sob sua supervisão na agência reguladora do estado em que a empresa exerce sua atividade. No caso das localidades onde não houver médicos com RQE em medicina do trabalho, o cargo de diretor técnico pode ser exercido por profissionais com registro em alguma outra especialidade. Além disso, a norma estabelece que o médico responsável por um PCMSO deve comunicar oficialmente ao CRM qualquer mudança em até 30 dias. O conjunto de medidas visa assegurar que os programas de saúde ocupacional sejam devidamente coordenados e acompanhados por profissionais qualificados, visando à prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho. Leia ainda: 5 razões para escolher a Medicina do Trabalho como carreira

Cenário atual

De acordo com o site “Glassdoor”, que realiza pesquisas sobre a realidade do mercado de trabalho por cargos e localidades, a média salarial do cargo de médico do trabalho, em 2024, varia entre R$ 12 mil a R$ 15 mil, nas grandes capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. A remuneração e os benefícios levam em consideração ainda o porte da empresa e a experiência do profissional.

Atrativos

Além do salário atrativo, o médico do trabalho tem a possibilidade de atuar em diferentes setores e ambientes de trabalho, que vão desde indústrias até hospitais e escolas. Também pode ajudar a melhorar a qualidade de vida e a produtividade dos trabalhadores, ao passo que contribui para a prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. De acordo com o artigo publicado pela Afya Educação Médica, a perspectivas de crescimento e valorização profissional também chamam a atenção. Com as mudanças no mundo do trabalho, como a globalização, a tecnologia, a terceirização e a pandemia de covid-19, surgem novos desafios e oportunidades para o médico do trabalho. Para que sua carreira evolua de forma satisfatória, é necessário que ele esteja atualizado sobre as legislações trabalhistas e previdenciárias, as normas regulamentadoras de segurança e saúde no trabalho, as novas técnicas de diagnóstico e tratamento das doenças ocupacionais e as tendências do mercado de trabalho.

Valorização dos serviços

Emitido pela AMB/ANAMT, o Título de Especialista em Medicina do Trabalho é considerado fundamental na garantia da qualidade dos serviços de saúde ocupacional, na promoção da segurança e bem-estar dos trabalhadores e na conformidade com as normas legais relacionadas à saúde no ambiente de trabalho. “A normativa, com certeza, vem para proteger tanto os colaboradores quanto as empresas, e dar ao médico o reconhecimento pelo serviço que presta. Historicamente, a medicina do trabalho sempre foi exercida de maneira mais superficial, quando, na verdade, nossa missão é exatamente a oposta”, diz o Dr. Marco Fonseca, otorrino e médico ocupacional desde a década de 1980.

Amparo essencial

Ainda de acordo com Fonseca, a medicina ocupacional precisa ir a fundo nas questões que podem afetar a qualidade de vida e o desempenho dos trabalhadores, como saúde mental, o ambiente de trabalho como um todo — que vão das questões ergonômicas ao convívio social — e ainda hábitos de vida fora do ambiente profissional. “Hoje, as necessidades são outras. O ritmo de vida imposto pela modernidade tem-nos feito adoecer mais, apesar de nunca ter se buscado tanto o bem-estar. Precisamos aplicar uma visão mais integralista nas consultas”, completa.

Cadastramento

De acordo com a relatora da resolução, a conselheira Rosylane Rocha, os cadastros serão gratuitos e poderão ser feitos pelo CRM Virtual ou pelo Portal de Serviços do CRM do estado onde atua. Ela sublinha ainda que há um facilitador financeiro para a medida, pois o custo do registro de um ambulatório patronal se enquadra na primeira faixa de pagamento de anuidade, independente do capital social da empresa, ou seja, é o mesmo custo para uma de pequeno porte ou uma multinacional.
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Referências bibliográficas

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