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Cardiologia13 outubro 2026

Síndrome coronariana aguda exige decisões individualizadas

As decisões médicas na SCA devem ponderar riscos isquêmicos e hemorrágicos, condição clínica, anatomia coronária e recursos disponíveis.
Por Juliana Avelar

O 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia abordou a síndrome coronariana aguda na sessão “Síndrome coronariana aguda: dúvidas comuns”. Realizado entre 8 e 10 de outubro, no Rio de Janeiro, o evento reuniu discussões sobre dupla antiagregação e revascularização completa.

O congresso aconteceu junto ao World Congress of Cardiology 2026, com cobertura anunciada pela Afya CardioPapers. Segundo o relato da sessão, as decisões devem ponderar riscos isquêmicos e hemorrágicos, condição clínica, anatomia coronária e recursos disponíveis.

Síndrome coronariana aguda (SCA) e seus diferentes mecanismos 

Quando ajustar a dupla antiagregação na SCA?

O debate sobre pré-tratamento distinguiu a presença de oclusão coronária e a previsão de angiografia precoce. Sem oclusão e com exame previsto em até 24 horas, foi defendido aguardar o conhecimento anatômico antes do segundo antiagregante.

Quando o cateterismo precoce não é viável, o clopidogrel pode ser considerado, conforme relatado na sessão. O risco de sangramento e a eventual necessidade cirúrgica pesam nessa escolha.

CURE, TWILIGHT, SMART-CHOICE e MASTER DAPT integraram a discussão sobre a duração da terapia antiplaquetária. Em pacientes selecionados, especialmente com alto risco hemorrágico, abordou-se suspender o AAS após 1 a 3 meses e manter inibidor P2Y12.

Saiba mais: Como utilizar antiplaquetários e anticoagulantes na síndrome coronariana aguda. https://portal.afya.com.br/cardiologia/como-utilizar-antiplaquetarios-e-anticoagulantes-na-sindrome-coronariana-aguda

Estudos avaliam revascularização completa na SCA

A revascularização completa foi associada, nos estudos discutidos, a menos reinfartos e novas intervenções. No choque cardiogênico, porém, a abordagem inicial deve priorizar a lesão culpada, diante dos resultados desfavoráveis do tratamento multivascular agudo.

⁠Estudos como BIOVASC e MULTISTARS apoiaram a possibilidade de realizar a revascularização completa no mesmo procedimento, embora trabalhos posteriores tenham produzido resultados menos uniformes. ⁠A comparação entre abordagem imediata e estagiada não estabeleceu uma estratégia universalmente superior.

A decisão, portanto, deve ser individualizada conforme condição clínica, complexidade anatômica, logística do serviço e possibilidade de acompanhamento.

⁠Quando a estratégia estagiada é escolhida, os dados discutidos indicam que ela pode ser realizada durante a mesma internação ou posteriormente, inclusive em até ⁠ 45 dias ⁠ em determinados cenários.

Saiba mais: Revascularização completa guiada por QFR no IAMCSST. https://portal.afya.com.br/cardiologia/revascularizacao-completa-guiada-por-qfr-no-iamcsst

A prática clínica brasileira varia conforme recursos do serviço

No debate, a programação de procedimentos dependeu da estabilidade do paciente, da complexidade anatômica e da logística assistencial. O acesso ao cateterismo e a disponibilidade dos antiagregantes também integraram a análise.

Para individualizar a dupla antiagregação na síndrome coronariana aguda, citou-se o escore PRECISE-DAPT na avaliação do risco de sangramento antes da alta. A escolha entre revascularização imediata ou estagiada também considerou a possibilidade de acompanhamento.

Saiba mais: Afya CardioPapers participa do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia. 

Este conteúdo foi elaborado com auxílio de inteligência artificial com supervisão e revisão da Equipe Afya.

Autoria

Foto de Juliana Avelar

Juliana Avelar

Editora médica na Afya. Formada em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com residência em Clínica Médica pela mesma instituição (2021). Residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). Além de atuação na Afya, também atua em hospitais e em consultório particular.

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